quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Vida da Beata Alexandrina de Balasar

As mensagens de Jesus à Beata Alexandrina de Balasar, Portugal, têm tocado muitas pessoas no mundo inteiro e feito cada vez mais devotos da Eucaristia. O seu Santuário em Balasar é o segundo mais visitado em Portugal depois do Santuário de Fátima. 
Infância, paralisia e missão: A Beata Alexandrina Maria da Costa nasceu em 30 de Março de 1904 em Póvoa de Varzim. Ela fez a Primeira Comunhão aos 7 anos. Sempre foi uma menina muito pura, humilde e devota. Com 14 anos, no dia de Sábado de Aleluia de 1918, estava em casa com a sua irmã Deolinda e outra menina. Alguns jovens invadiram o lugar para assediá-las. Em defesa da sua virgindade, Alexandrina preferiu se jogar da janela para não cair em pecado. Por causa disso, ficou com sérios problemas na coluna que foram piorando cada dia mais. Até aos seus 19 anos ainda conseguia andar a muito custo para ir até igreja. Mas a paralisia se agravou até 14 de Abril de 1925, quando ficou definitivamente de cama para o resto de sua vida. Alexandrina passou os últimos anos de sua vida no quartinho de sua casa. No começo, rezou para que fosse curada e se tornasse missionária. Mas em 1928, viu que a sua vocação era compartilhar os sofrimentos de Jesus Crucificado e passou a oferecer-se dia e noite a Deus como vítima pelos pecadores. Rezava e se santificava cada dia mais ao longo dos anos. Apesar de ficar na cama, sempre ajudava as pessoas que a procuravam com conversas e tentando conseguir o que precisavam falando com outras pessoas.
Paixão de Jesus: De 3 de Outubro de 1938 a 24 de Março de 1942, todas as sextas-feiras, viveu os sofrimentos da Paixão de Cristo. Tinha freqüentes e repetidas visões da Paixão onde mergulhava nos sofrimentos de Jesus e sofria profundamente com Ele pelos pecadores. De seu quarto, Alexandrina adorava Jesus presente em todos os Sacrários da Terra, procurando sempre fazer-lhe companhia mesmo de lá. Apesar de tanto sofrimento, estava sempre alegre, transmitindo paz com seu belo sorriso. Alexandrina teve muitas visões de Jesus e Nossa Senhora até o fim de sua vida. Ela sofria com muitas dores no corpo, mas principalmente, agonias profundas na alma. Tantas vezes dizia: “Jesus, sou a Vossa vítima. Meu lema é sofrer, amar e reparar. Este quarto é o meu Calvário.” Para conhecer todo o amor de Alexandrina por Jesus deve-se ler seus muitos escritos. Todos os dias, ela dizia frases como: “Meu Jesus, estou pronta para tudo. Não me deixeis ofender-Vos. Não me deixeis sozinha. Dou-Vos o meu coração para Vos servir e amar, para reparar o Vosso Divino Coração. Dou com todas as minhas pobres e pequenas forças. Nada sou. Nada tenho. Sou só pecado e misérias. Obrigada, Jesus, pela minha cruz. Eu a amo e abraço. Obrigado, Mãezinha querida. Oh dor, oh bendita dor! Oh cruz, oh leito sagrado, quero que sejas tu a minha sepultura, donde jamais me possa levantar! Tu és, oh cruz bendita, o tesouro imenso com que Jesus me enriqueceu. Eu te quero, eu te abraço, em ti quero estar cravada e toda de espinhos cercada! É por Jesus que quero viver ferida e no Altar com Ele sempre imolada! Ditosa sorte que me espera na Terra. Ditosa me fará eternamente no Céu. Amo-Vos e morro de amor por Vós, ó meu querido Jesus. Nos vossos Sacrários quero habitar, ó meu Jesus.”
Eucaristia: Alexandrina passou os últimos 13 anos da sua vida se alimentando somente da Eucaristia. Ela pediu a Jesus para poder morrer numa quinta-feira, dia dedicado à Santíssima Eucaristia, e numa festa mariana pelo amor a Nossa Senhora. O seu desejo foi atendido: ela faleceu em 13 de Outubro de 1955, aos 51 anos, no aniversário da última aparição de Nossa Senhora em Fátima, e agora também dia da sua festa litúrgica.
Beatificação: Alexandrina de Balasar foi beatificada em 25 de Abril de 2004 e os devotos aguardam ansiosamente pela Canonização. As mensagens de Jesus dadas à Beata Alexandrina de Balasar foram muitas. Repetidamente, Jesus lhe pedia para oferecer tudo e muitas vezes falou dos mesmos temas, principalmente da reparação e oração pelos pecadores. Essas mensagens são um forte convite para todos consolarem Jesus dos pecados do mundo de hoje. Cada um pode acolher para si também as palavras de Jesus à Beata Alexandrina e imitá-la em seu imenso amor e adoração. Veja algumas mensagens de Jesus dadas entre 1938 e 1955:
Mais amor por Jesus: "Minha filha, a ti veio o meu amor. A ti desci com todo o meu fogo divino. Em ti vivo com todo o amor, porque com todo o amor por ti sou amado. Amas-Me, quando choras, quando sorris. Amas-Me na dor e na alegria. Amas-Me no silêncio ou falando. Amas-Me em tudo. Dia e noite, sobem ao Céu, em cada momento, os teus sofrimentos, o teu amor. Estou no teu coração como num braseiro do maior fogo, das mais vivas chamas. Tu Me amas, amas. Confia em Mim. Dou-te as ânsias de amor. Faço-te sentir que não Me amas, para que por ti as almas anseiem amar-Me e conheçam que não Me amam. Diz, Minha filha, diz que é um queixume de Jesus, que é muito pequenino o número das almas que Me amam com verdadeiro amor, com amor puro. E tantas que estão como insetos sem pernas e sem asas, que não voam, só rolam e mal saem do seu lugar. E assim vivem e assim morrem.” 
Famílias e indecências: “Oh minha filha, minha filha, em que agonia está o meu Divino Coração... Sofro, sofro, sofro! Olha, repara bem como o meu Divino Coração derrama Sangue... Feriram-me as lançadas e punhaladas de pecados gravíssimos! Ferem-me a vaidade e desonestidades nas praias, nos cinemas e bailes. Peca-se horrivelmente nos cassinos e casas de vício. Peca-se na família. Peca-se em todos os estados. Ai, quanto sofre o meu Divino Coração... Atendei, atendei à voz terníssima do Senhor. Atendei, atendei ao brado amorosíssimo do seu Coração. Vinde a Mim todos vós que errastes. Vinde a Mim todos vós que estais frios. Quero perdoar-vos. Quero aquecer-vos. Vinde a Mim. Vinde a Mim todos vós que estais doentes. Quero curar-vos. Quero sarar as vossas almas.” 
Flores de virtudes: “Se pudesse ver, minha filha, como eu trabalho em tua alma! Se pudesse ser vista a arte deste Artista Divino! Trabalho porque Me deixas trabalhar. Embelezei-te porque te deixaste adornar por Mim. Minha filha, Minha esposa querida, aqui tens o Meu Divino Coração cheio de amor. É teu, dou-te porque te amo. Dou-te porque Me amas. Distribui pelas almas, dá-o, dá-o. Fica ele para você sempre com o mesmo amor. Dou-te cheio de amor para me guardar dentro do teu. Não deixes o mundo feri-lo. É um caso de amor. Quando viste a imagem do meu Divino Coração, dentro de um pequenino trono, sendo Eu tão grande, era o trono do teu coração. As flores que me adornavam, eram as flores das tuas virtudes. A luz que tudo iluminava, era a luz do teu amor.” “Minha filha, oh minha amada, Eu estou contigo! Oh, como Eu te amo! São tão fortes as cadeias de amor que me prendem a ti que não as posso quebrar, não posso te abandonar.” 
Crimes e pecados de hoje: “Os crimes do mundo tem atingido o seu máximo. Ó gravidade do perigo! A justiça cai e cai. O meu Eterno Pai não pode mais suportar.” Oferecimento dos sofrimentos a Jesus: “Minha filha, dá-me tuas dores neste tempo da minha Paixão, para mais te assemelhar a mim e fazer que as almas venham a mim purificadas e lavadas de todo o pecado.” 
Condenação das almas e sensualidade: “Minha filha, hoje lá caíram as almas no inferno. Cairam aos milhares. Como Eu fui ofendido! Como me renovaram a minha Paixão! Muitas também que mereciam lá estar, mas poupei-as pela tua reparação. O pecado que me leva a condená-las é o pecado da impureza, a maldita carne. Já lá estão a cair fartas de me ofenderem e Eu abundado de as suportar. São de todas as classes: jovens e donzelas, casados e viúvos, velhos e novos. Estão mais para lá cair. Se me dás o teu corpo para sofrer por eles, ainda lhes acudirás. Pede-me por elas. Dá-mas porque são minhas. Custaram-me o meu Sangue.” 
Desejos de salvação: “À porta do palácio chegou o Mendigo. É o Mendigo divino. Entrou e foi ocupar o seu trono, que é o teu coração, minha filha, esposa querida. Estou sentado à sombra das mais heróicas virtudes. Estou rodeado das mais belas e encantadoras flores. Perfume delicioso!... Ainda bem que encontrei um coração puro e generoso que suaviza as dores do seu esposo. Confia, minha filha, este calvário é calvário de reparação, é calvário de glória e de alegria para Mim e para o meu eterno Pai. Minha filha, escuta as mágoas do teu Jesus. Sou ofendido. A justiça do meu Eterno Pai é continuamente desafiada. Ele não pode ver o seu Filho Divino assim ferido, assim ultrajado. A sua justiça, o seu braço vingador vem cair bem depressa sobre a Terra. O mundo não atende... Os pecadores não cedem à Palavra do seu Senhor... Jesus avisa. Jesus avisa com toda a compaixão. Avisa porque ama. Avisa porque quer salvar.” 
Comunhões reparadoras: “Minha filha, diz em meu Nome que todos aqueles que comungarem bem, com sinceridade e humildade, fervor e amor em seis primeiras quintas-feiras seguidas e junto do meu Sacrário passarem uma hora de adoração e íntima união comigo, eu lhes prometo o Céu. É para honrarem pela Eucaristia as minhas Santas Chagas, honrando primeiro a do meu Sagrado Ombro tão pouco lembrada. Quem isto fizer, quem às Santas Chagas juntar as Dores da minha Bendita Mãe e em nome delas nos pedir graças, quer espirituais, quer corporais, eu lhas prometo, a não ser que sejam de prejuízo à sua alma. No momento da morte, trarei comigo minha Mãe Santíssima para defendê-los. Eu quero almas, muitas almas verdadeiramente eucarísticas.”  
Visitar Sacrários: “É aqui no teu coração que estamos. Aqui temos as nossas delícias. Tu és uma flor graciosa que enfeita meu Divino Coração. Seja a minha alegria. Eu me delicio em ti. Vai aos meus Sacrários. Muitos não acreditam na minha existência. Não acreditam que eu habito ali. Outros crêem, mas não me amam e não me visitam, vivendo como se eu não estivesse presente! Eu te escolhi para me fazer companhia nesses pequenos Refúgios. Aí está a riqueza do Céu e da Terra!” 
“Anda minha filha, entristecer-te comigo, participar da minha prisão de amor e reparar tanto abandono e esquecimento.” 
"Anda para a minha escola. Aprende com o teu Jesus o amor ao silêncio, a humildade, a obediência e o abandono. Anda para os meus Sacrários. Estou sozinho, tão ofendido, tão desprezado, e tão pouco visitado! Anda. Vai prostrar-te diante de mim. Alerta nos meus Sacrários! Estou sozinho em tantos, tantos!” 
Repouso no Sagrado Coração: “Confia, minha filha, e vai em paz. Enche-te, mais uma vez, do meu amor. Enche-te e incendeia o mundo. Repousa contra o meu Coração. Aqui encontras tudo: luz para poderes caminhar, força para tudo suportares e amor para tudo sofreres.” “Minha filha, tem dó do teu Jesus. Desagrava-Me dos pecados que a esta hora se estão a cometer. Estou tão só!”  
Santificação dos sacerdotes: “Minha filha, nem todos os sacerdotes daquela congregação que viste são puros e castos. Nem todos são santos. Eles são os Meus amigos, ou que deviam sê-lo. Eles não só renovam a minha Divina Paixão com seus pecados, mas consentem que outros a renovem, recebendo-Me sacrilegamente. Há sacerdotes que não têm dó de Mim e não vêem o mundo com toda a sensualidade e desonestidade que existem. Eles não vêem as almas a cometerem contra Mim os mais horrorosos crimes. E eles que deviam ser Meus amigos... Dá-Me o teu sofrimento por eles.” 
Algumas frases mais repetidas de Jesus: “Vem receber a gota do meu Divino Sangue. Ficaram os nossos corações num só coração. Confia, minha filha, louquinha da Eucaristia. Eu vou e fico contigo. A tua vida é a vida de Cristo Crucificado. O teu corpo é outro Corpo de Cristo chagado, despedaçado, todo em sangue. Coragem, minha filha. Fica na tua cruz. Pede ao mundo que se apresse a deixar o pecado e ir junto do seu Deus. Pede emenda de vida, oração e penitência. Acode às almas, acode às almas. Não as deixes cair no inferno eternamente.”  
Mensagem de Nossa Senhora: “Minha filha, o Coração do meu Divino Filho sofre e sofre o meu Coração também. Tire do Dele os espinhos e tire do meu Coração as setas. Passe para os que ama as minhas carícias, diz-lhes que também são para eles, que Eu lhas mando. Pede-lhes, em meu nome, para fazerem o mesmo que a ti peço. Quero que Jesus seja amado. Quero ser amada também. Quero que o Coração Divino de Jesus seja reparado e não quero que nele fique nem um só espinho. Peço reparação para o meu Santíssimo Coração e para Dele serem tiradas todas as setas e espadas que tem. Pede aos que amas para nos amarem e por nós sofrerem dizendo e repetindo sempre: ‘Que o meu amor e o meu sofrimento tirem dos Corações de Jesus e Maria todo o ferimento que têm.’ O amor e sofrimento de Jesus por Maria, que o aceitem pela salvação das almas, pela conversão dos grandes pecadores. Diz, minha filha, que quero que o meu desejo seja propagado.”
Morte da Beata Alexandrina e sua ida para o Céu: Em 12 de Outubro de 1955: Alexandrina disse: - Eu queria o Céu. Eu não tenho peninha nenhuma de deixar a Terra! Acabaram todas as trevas da alma. Acabaram todos os sofrimentos da alma. É sol, é vida, é tudo, é Deus!... - O que tu que querias, Alexandrina? - O Céu. Na Terra não se pode estar. Eu queria receber a Extrema-Unção, enquanto estou viva... Vai ser muito bonito aqui... Oh Jesus, seja feita a vossa vontade e não a minha! Pelas 15 horas, feito um ato de resignação e de aceitação da morte, recebeu a Extrema-Unção que queria. Antes de o receber, pediu perdão à mãe, à irmã, ao Confessor, ao Pároco, aos Médicos, às primas, às pessoas amigas e à criada. E disse: - Já estarei com a minha alma pura, para receber a Extrema-Unção? Ai, Jesus, não posso mais na Terra! Ai, Jesus! A vida, o Céu custa, custa!... Sofri tudo nesta vida pelas almas. Mirrei-me. Triturei-me nesta cama, até dar o meu sangue pelas almas. Perdôo a todos, perdôo, perdôo. Foram instrumentos para meu bem. Ai, Jesus, perdoai ao mundo inteiro! Depois de ministrada a Extrema-Unção, exclamou: "Ai, estou tão contente por ir para o Céu!... Ai, que claridade! É tudo luz! Sorriu-se. As trevas, as trevas, tudo desapareceu!" Monsenhor Mendes do Carmo, assistiu Alexandrina nos últimos momentos e conta: “Estava gravissimamente doente, mergulhada em dores, doçura e silêncio. E disse perante todos: "Oh Jesus Amor, ó Divino Esposo da minha alma, eu que na vida só procurei dar-vos a maior glória, quero na hora da minha morte, fazer-vos um ato de resignação e assim, meu amado Jesus, se neste ato dou maior glória à Trindade Santíssima, jubilosamente me submeto aos vossos eternos desígnios para só querer e implorar da vossa misericórdia o vosso Reinado de amor, a conversão dos pecadores, a salvação dos moribundos e o alívio das almas do Purgatório. Meu Deus, como sempre vos consagrei minha vida, vos ofereço agora o fim dela, aceitando resignadamente a morte, acompanhada das circunstâncias que vos derem maior glória." Alexandrina recebeu em seguida, em calma angélica, o Sacramento da Eucaristia e disse: - Não chorem, pois eu vou para o Céu. Não chorem, pois eu vou para o Céu!" Em 13 de outubro de 1955: Às 6 horas da manhã, ela disse: "Meu Deus, eu amo-Vos! Sou toda vossa! Tenho necessidade de partir?... Não gostava de morrer de noite... Morrerei hoje?" De manhã, pelas 8 horas, fez a sua última Comunhão. Durante esta manhã foi visitada por várias pessoas. Quando entrou um grupo, exclamou com voz mais forte: - Não pequem! O mundo não vale nada. Isto já diz tudo. Rezem o Terço todos os dias. Disse para uma visita: - Adeus, até ao Céu! Às 11 horas disse para o Médico: "Eu sou muito feliz, porque vou para o Céu." Às 11h35, espontaneamente também, pede que lhe rezem o Ofício da agonia. De joelhos, junto do seu leito, acompanhado de outras pessoas, recito essas orações e súplicas inspiradas e comoventes. A agonia intensificava-se. Tantas vezes lhe dei a beijar o Crucifixo e a medalha de Nossa Senhora das Dores e sempre os seus lábios se moveram a esse beijo... Quando pela última vez lhe dei a beijar essas Jóias, os seus lábios ficaram imóveis. Quando lhe pedi que repetisse comigo: "Santíssima Trindade, no vosso Coração encomendo o meu espírito." Alexandrina agonizante docemente sorriu e expirou... Eram 19h52 minutos. Seu enterro foi uma coisa nunca vista. Milhares de pessoas passaram pela sua urna e lhe beijaram.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Vida, novena e oração a Santa Gianna Beretta Molla

Infância: Santa Gianna viveu entre 1922 e 1962 e temos muitas fotos dela. Todas as suas fotos mostram um semblante belo, cheio de paz e ternura. Gianna Beretta Molla nasceu em 4 de outubro de 1922 em Magenta, Itália, sendo a 10ª de 13 filhos dos quais, 5 morreram muito cedo. Seus pais eram de fé e oração. Assistiam à Missa todos os dias, hábito que foi acompanhado por todos os filhos em suas vidas, além de muita oração em casa e respeito aos Mandamentos. Não eram ricos, mas sempre ajudavam os pobres e na evangelização. Todos os filhos quiseram estudar e seguiram os exemplos dos pais, que faleceram no mesmo ano de 1942. O filho Gilberto se tornou sacerdote na Itália. Zita se tornou farmacêutica e foi solteira. Alberto se tornou sacerdote e veio morar no Brasil durante 33 anos. Virginia se tornou freira missionária na Índia. Gianna queria ser freira missionária, mas se casou. Em 14 de abril de 1928, Gianna recebeu a Primeira Comunhão e passou a recebê-la cada vez com mais fervor. Jamais perdia uma Missa. Era seu alimento espiritual indispensável. 
Estudante de medicina: Gianna decidiu estudar medicina para ajudar o próximo. Era uma jovem radiante de amor e alegria. Em cada manhã, mesmo com muitos estudos, Gianna se trancava no quarto para um tempo de profunda oração e meditação. Visitava sempre o Sacrário em alguma igreja próxima aberta e rezava o Terço todos os dias em honra de Nossa Senhora de Fátima, de quem era muito devota. 
Retiro espiritual: Aos 15 anos, em 1938, Gianna participou de um retiro espiritual conforme os Exercícios de Santo Inácio de Loyola. Esse retiro lhe marcou por toda a vida. Ela escreveu: "Fazer tudo pelo Senhor... Para servir a Deus, já não irei ao cinema sem ter a segurança de que se trata de um filme conveniente e não escandaloso, ou imoral... Prefiro morrer antes que cometer um pecado mortal... Rezarei todos os dias uma Ave-Maria para que o Senhor me conceda uma boa morte... O caminho mais curto para alcançar a santidade é o da humilhação... Pedir ao Senhor que me conduza ao Paraíso." 
Leiga na Ação Católica e nos Vicentinos: Quando jovem, Gianna fazia parte do movimento da Ação Católica feminina italiana, desde a idade de 12 anos. Sempre se interessava pela situação de cada participante, dando atenção e encaminhamentos para todos. Sempre dava bons conselhos, guiando-os no caminho da retidão. Diversas vezes, pagava algo para algum necessitado com seu próprio dinheiro. Apesar de liderar o movimento com as jovens, era mais como uma irmã e amiga de todas. Visitava os velhinhos e os pobres ajudando-os de toda a maneira possível, sempre com grande ternura no olhar e seu belíssimo sorriso que cativava a todos. Gianna também fazia penitências e jejuns de evitar doces e sorvetes que gostava. Gianna colocava sua casa sempre à disposição das moças, e às vezes, fazia refeições para momentos de descontração e alegria. Ela disse: “É importante amar aqueles que estão ao nosso lado. Não podemos ser felizes sozinhos.” 
Desejo de ser missionária no Brasil: Em 1949, aos 28 anos, Gianna se formou em medicina e cirurgia e se especializou em 1952 em Pediatria, devido ao seu amor pelas crianças e pelas mães. Nesta época, seu irmão Alberto estava morando no Brasil, num hospital de Grajaú, Maranhão, onde exercia a medicina num hospital dedicado aos pobres. Era exatamente o que Gianna queria: ser médica missionária para ajudar os doentes em algum lugar. Desejou por muito tempo vir para o Brasil e pensava ser essa a sua vocação. Esteve quase a ponto de embarcar para o Brasil. Mas ela sempre adoecia nos verões da Itália e não suportaria as altas temperaturas do nordeste brasileiro que duram o ano todo. Um bispo lhe disse que quando Deus quer algo para nós, Ele também dá a saúde para aquela missão. Se Deus não der os meios, é porque esta não é a vontade Dele. Naquela hora, Gianna ficou muito triste com isso, mas aceitou. Decidiu continuar solteira e rezando por sua vocação e aceitar o que Deus lhe enviasse.  
Médica para fazer a caridade: A Doutora Gianna abriu seu consultório de médica na cidade de Mesero, Itália. Todos os dias, pegava seu carro e ia trabalhar cheia de energia e bom humor. Sua bondade e atenção para com cada doente rapidamente ficou conhecida em toda a cidade. Não tinha nenhum desejo de riquezas nem se preocupava com as despesas, apenas em ajudar o próximo com a profissão de médica. Em cada consulta, atendia cada doente com grande paciência e bondade. Aos doentes pobres ajudava com dinheiro, além de medicamentos que comprava de seu próprio bolso, e alimentos que precisavam. A Doutora Gianna atendia nos bairros e lugares mais pobres gratuitamente e nas creches e paróquias. Nunca perdia a paciência nem com os pacientes mais ousados. Sempre demonstrava boa vontade quando procurada fora dos horários. Nunca disse “não” para socorrer a ninguém. Para todos sempre dava um jeito. Ela não apenas atendia aos doentes, mas se interessava pela situação de vida deles procurando dar bons conselhos, principalmente para as mães sobre a educação dos filhos. Só saia do consultório depois de ter atendido a todos, às vezes, até tarde da noite. Convidava todos a terem fé e confiança na bondade de Deus e de Nossa Senhora.  
Contra o aborto: A Doutora Gianna sempre foi contra o aborto e pregava sobre isso em suas palestras com o povo e com outros médicos. Ela dizia: “O aborto é um grave pecado. A vida é sagrada. Cada vida nova é o mais belo dom que Deus pode oferecer a uma nova criatura. Infelizmente, quando o mal já está feito, muitas destas mulheres vêm encontrar-se comigo.” Gianna acolhia todas as mulheres que tinham feito o aborto sem condená-las. Ouvia seus desabafos e as convidava a confiarem na misericórdia de Deus que perdoa todos os arrependidos. A Igreja Católica é contra o aborto mesmo em caso de estupro. 
Namoro com santidade: Até os primeiros meses do ano de 1954, Gianna continuava solteira e ainda se perguntava qual era sua vocação. Neste ano, ela conheceu o engenheiro Pietro Molla (Pedro), que também era um homem muito bom e de muita fé. Ele era dono de uma fábrica e viajava muito a trabalho. Pietro rezava pedindo a Deus que lhe enviasse uma boa esposa. Ele conta: “Recordo-me de você, Gianna, quando, com seu sorriso largo e gentil, saudava o Frei Lino e os seus parentes. Quando fazia devotamente o Sinal da Cruz antes do café e ainda quando estava em oração durante a bênção do Santíssimo Sacramento.” E começaram o namoro trocando muitas cartas e flores. No namoro, Gianna e Pietro foram muito apaixonados pelo outro, cada dia mais. Ela ficava impaciente esperando cada encontro marcado com ele. Nas cartas trocadas, vemos o grande amor de Gianna e sua imensa humildade. Algumas frases que ela escreveu: “Querido Pietro: Como gostaria de dizer-lhe tudo quanto sinto por você! Mas não consigo. Ajude-me. O Senhor me ama muito mesmo. Você é o homem que eu queria encontrar, mas não nego que muitas vezes me pergunto: ‘Serei digna dele?’ Sim, digo-lhe, Pietro, porque me sinto como se não fosse ninguém, incapaz para nada, embora deseje fazer que você seja feliz, receio não consegui-lo. Assim, com a ajuda e a bênção de Deus, faremos tudo para que nossa nova família seja um pequeno Cenáculo em que Jesus reine sobre todos os nossos afetos, desejos e ações.”  
Matrimônio com devoção: Após meses de namoro, decidiram se casar. Gianna e Pietro se prepararam para o Matrimônio com 3 dias de orações e Missa, cada um em sua cidade. Ela escreveu: “Meu querido Pietro, faltam poucos dias e sinto-me comovida por aproximar-me para receber o Sacramento do Amor. Tornamo-nos colaboradores de Deus na criação. Assim podemos dar-lhe filhos que o amem e o sirvam. Pietro, conseguirei ser a esposa e a mãe que sempre desejou? É isso mesmo o que quero, porque você o merece e porque lhe devoto muito amor. Reze para que o Senhor me mande muitos filhos bons e saudáveis. Beijos e abraços com todo o amor. Muitos beijos, da sua Gianna.” E se casaram no dia 24 de setembro de 1955. A cerimônia foi feita pelo Padre Giuseppe Beretta, um dos irmãos de Gianna. Em 1956, nasceu o primeiro filho: Pierluigi. Em 1957, nasceu a Mariolina, e em 1960, a filha Laura. Após o nascimento de cada filho, Gianna fazia uma generosa doação em dinheiro para as missões como um agradecimento a Deus. 
Esposa e mãe exemplar: Gianna foi realmente amorosíssima pelo seu marido e pelos filhos. Ela continuou exercendo a profissão de médica, mas por menos horas que quando solteira. Ajustava todos os horários para ter tempo para todos, para o marido e os filhos. Nunca decepcionou seu marido. Soube dividir tudo para todos. Tinha uma babá que a ajudava em casa, mas sempre que estava lá era ótima dona-de-casa. Fazia pratos saborosos. Cuidava muito bem da limpeza e do jardim. Sempre conversava com sua melhor amiga sobre os filhos e seus futuros. Quando chegava alguma visita, pedia a sua amiga a receita de algum prato diferente. Gianna educava seus filhos com seriedade e os chamava de “meus tesouros”. Ela os incentivava a evitar todo pecado e a rezar muito todos os dias. Gianna continuou rezando muito todos os dias e freqüentando a Missa. Nunca foi vista ociosa nem dormindo de dia. Estava sempre ocupada com os filhos, ou o marido ou seus queridos doentes.  
Lazer e alegria de viver: Apesar de gostar de trabalhar, Gianna sempre tirava folgas e férias com o marido e parentes. Gostava de esquiar nas montanhas nevadas da região. Era apaixonada por contemplar a natureza e meditar na criação de Deus e no dom da vida. Gostava de tocar piano e pintar. Ia ao cinema, praças, piqueniques e operas com o marido. Gianna valorizava o dom da vida. Precisou viajar de avião a trabalho com o marido e aproveitou para fazer bonitas viagens por vários países da Europa. 
Gravidez de risco e cirurgia: Gianna era felicíssima com o marido e os 3 filhos, mas não se contentava. Queria mais um quarto filho e brincou dizendo ao marido: “Estamos ficando velhos.” Em agosto de 1961, ficou grávida novamente e comemorou com todos os familiares. Mas, no segundo mês de gravidez, Gianna sentiu dores. E ao fazer os exames, foi constatado que tinha um fibroma no útero que punha em risco a sua vida e da criança. Era um tumor benigno que devia ser extraído. Três soluções foram apresentadas a ela pelos médicos: 1ª) Extrair o tumor e o útero e abortar a criança, o que salvaria apenas a mãe. 2ª) Extrair o tumor e provocar o aborto e a mãe poderia engravidar novamente. 3ª) Extrair apenas o tumor e não interromper a gravidez. Somente esta terceira possibilidade salvaria a vida da criança, mas colocaria a vida da mãe em grave perigo após o parto. Gianna não pensou duas vezes e escolheu: “Se devem decidir entre eu e a criança, não hesitem! Exijo a criança! Salvem-na! Cuidem da criança. Deus cuidará de mim. Eu faço a vontade de Deus e Deus providenciará o necessário para meus filhos.” Gianna pensou primeiro na criança, mesmo sabendo que as chances de sobreviver após o parto seriam poucas. No dia 6 de setembro de 1961, foi feita a cirurgia que Gianna escolheu e a criança foi salva. Ela ficou muito feliz e agradeceu muito a Deus. Após recuperar-se, voltou à sua rotina diária de médica, esposa e mãe, sempre com muita alegria e disposição até os últimos dias antes do parto. Gianna rezava pedindo a Deus para sobreviver e também pela criança. Alguns dias antes do parto de risco, pediu a Pietro para trazer algumas revistas de roupas bonitas de Paris e disse mostrando algumas páginas: “Se Deus quiser que eu permaneça aqui, quero viajar um pouco e espairecer.” Alguns dias antes do parto de risco, Gianna disse a um menino: “Talvez essa seja a última vez que você vê a tia Gianna...” Ela arrumou muito bem toda a casa, como se fosse partir de viagem. Gianna tinha plena consciência do que lhe podia acontecer, mas estava imensamente feliz, serena e tranqüila, entregando seu futuro e da criança nas Mãos de Deus. Sua fé era inabalável e confiante.  
Parto e morte: No Sábado Santo, 21 de abril de 1962, foi feito o parto e nasceu a criança salva: uma menina que recebeu o nome de Gianna Emanuela. Após o parto, Gianna olhou para a filha com imensa ternura e alegria. Isso durou pouco, pois horas depois o estado de Gianna se agravou durante os dias seguintes: febre sempre mais alta, vômitos, hemorragia, dores abdominais fortíssimas e peritonite séptica. Quando a dor era muito intensa, Gianna beijava seu Crucifixo rezando a Jesus. Mandou chamar um padre e recebeu com fervor a Confissão e a Eucaristia. Pôde receber apenas um pedaço da Hóstia. Pedro não deixou sua esposa nem por um instante. Os médicos tentavam tudo para salvá-la, mas ela piorava ainda mais. Após estar adormecida e extremamente fraca, Gianna disse a Pietro suas últimas palavras: “Pedro! Agora me curei. Eu estava já do outro lado, e se você soubesses o que eu vi... Um dia te direi! Mas, como éramos muito felizes, estávamos tão bem com os nossos maravilhosos filhos, cheios de saúde e graça, com todas as bênçãos do Céu, mandaram-me de volta aqui embaixo, para sofrer um pouco mais, porque não é justo apresentar-se a Deus sem antes ter sofrido muito.” Naquele momento, sua irmã Virgínia entrou no quarto com o Crucifixo no peito. Vendo o Crucifixo, Gianna pediu para beijá-lo e disse suas últimas palavras antes de morrer: “Jesus, te amo! Jesus te amo!” Era o dia 28 de abril de 1962 e Gianna morria com apenas 39 anos.  
Veneração: O funeral pareceu mais uma enorme procissão de devotos. Toda a cidade parou para acompanhar o carro fúnebre com a saudação de todos os moradores. Foi algo nunca visto. A cidade inteira sentia a perda da médica querida e ao mesmo tempo, aplaudia com emoção e alegria o motivo de sua morte: morreu para salvar uma vida, morreu por não abortar. Depressa, a fama da Doutora Gianna se espalhou por toda a Itália e Europa, sendo elogiada em todos os cantos. Mas Gianna não foi Santa apenas por doar a vida para salvar a filha, mas por todo o exemplo de vida que deu. Seu gesto heróico foi uma belíssima coroação da santidade que viveu com o próximo no dia-a-dia. A santidade é um chamado de Deus para todos, sejam casados, solteiros, sacerdotes ou religiosos. Gianna praticou a Palavra de Deus, não nos conventos, mas em lugares comuns e em cada ato de solteira, estudante, esposa, médica e mãe. Na vida de Gianna não aconteceram visões nem fatos extraordinários, mas gestos sempre cheios de grande amor. Esses é que são grandes para Deus. Pietro disse: “Era uma mulher piedosa e tinha uma indiscutível confiança na Providência Divina. Esta confiança ela nunca abandonou, nem mesmo nos seus últimos meses de vida. Gianna nunca perdeu a esperança de que poderia se salvar também. Gianna amava a vida que tinha. Tenho certeza que seu sacrifício, aceito com tanto amor, lhe custou infinitamente.” Ela praticou o amor em primeiro lugar, custe o que custar e o que Jesus disse: “Não há maior amor do que dar a vida pelos que se ama.” (João 15, 13) 
Milagres na gravidez: Os dois milagres feitos por intercessão de Santa Gianna aconteceram justamente no Brasil, país onde ela queria morar e com duas mães após partos de risco como ela! O milagre para a beatificação aconteceu em Grajaú, Maranhão, em 1977, no mesmo hospital onde ela queria trabalhar como missionária com seu irmão. Depois do parto do quarto filho, uma mãe sofreu graves complicações de cicatrização e os enfermeiros e funcionários do local começaram a orar para Gianna. No dia seguinte, a mãe acordou completamente curada. No dia 25 de abril de 1994, o Papa João Paulo II beatificou Gianna Beretta Molla. O milagre para canonização ocorreu em Franca, São Paulo, no ano 2000. No quarto mês de gestação, Elisabete Arcolino perdeu todo o líquido amniótico, o que causaria a morte do bebê e da mãe. Elisabete quis seguir o exemplo de Gianna e não abortou pedindo sua intercessão. Com oração, ela conseguiu levar a gravidez até o final e sua filha nasceu saudável, fato inexplicável para a medicina. João Paulo II canonizou Santa Gianna em 16 de maio de 2004, na presença do marido Pietro ainda vivo, de Gianna Manuela, a filha salva por ela e dos outros filhos Laura e Pierluigi, de outros parentes. Também estavam presentes a brasileira Elisabete e sua filha curadas e salvas milagrosamente. Com certeza, esse foi o dia mais feliz de todas essas famílias!  
Destino dos filhos e marido: Pietro não quis se casar novamente e criou os filhos. Mariolina faleceu ainda criança. Laura e Pierluigi, cresceram e se casaram. Gianna Emanuela, se tornou médica como sua mãe, mas não se casou. Ela ajudou a cuidar do pai Pietro até o seu falecimento em 3 de abril de 2010, aos 97 anos, por coincidência, num Sábado Santo como sua Santa esposa. Pietro foi um grande exemplo de fé e caridade com os outros. Padroeira: A festa de Santa Gianna é celebrada no dia 28 de abril de cada ano e é a Padroeira das mães, médicos, partos e recém-nascidos. Uma Santa em defesa da vida e do amor!

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Novena, história e oração a São Gabriel Arcanjo

História da devoção: São Gabriel Arcanjo é conhecido por aparecer na Anunciação do Anjo a Maria (Lucas 1, 26-38) e na Anunciação do Nascimento de João Batista (Lucas 1, 19). Ele aparece também no livro de Daniel 9, 24-26 onde Interpreta a visão profética do bode e do carneiro (Daniel 8: 15-26) e explica a previsão das setenta semanas de anos de exílio de Jerusalém. Muitos estudiosos da Bíblia acreditam que São Gabriel também seja o Anjo que apareceu em sonhos a São José para que aceitasse Maria por esposa (Mateus 1, 18-25) e na fuga para o Egito (Mateus 2, 13-23). Também acreditam que São Gabriel seja o Anjo que apareceu a Jesus no Jardim das Oliveiras: “Apareceu-lhe um Anjo do Céu e o confortou.” (Lucas 22, 43) E também que ele seja um dos Anjos que anunciou a Ressurreição para as mulheres no Santo Sepulcro (Lucas 24, 1-8) e esteve na Ascensão de Jesus diante dos apóstolos (Atos 1, 4-11).

Festa de São Gabriel Arcanjo: 24 de março (antiga) e festa nova e definitiva em 29 de setembro:

Padroeiro: trabalhadores de telecomunicações, trabalhadores de rádio, mensageiros, trabalhadores dos correios, clérigos, diplomatas, colecionadores de selos, Portugal, Santander (Cebu, Filipinas), Cebu, embaixadores.

Novena a São Gabriel Arcanjo:

Oração para todos os dias: "Glorioso São Gabriel Arcanjo, Anjo da Encarnação e da Salvação, salvai nossas almas, os agonizantes, os pecadores, os incrédulos e os infelizes. Iluminai a Igreja, a evangelização e os sacerdotes. Detenha a ira divina sobre nós. Trazei-nos a misericórdia de Deus e os dons do Espírito Santo. Conduzi-nos à Paixão de Jesus e as Dores de Maria Santíssima. Dai-nos a força e santidade nesta vida para chegarmos ao Céu."

sábado, 24 de setembro de 2016

Novena, história e oração a São Rafael Arcanjo

Patrono: dos enfermos, cegos, viajantes e noivos.

História e devoção: São Rafael Arcanjo é o Anjo da cura. Ele é citado no Livro de Tobias. Rafael ajudou o jovem Tobias durante sua viagem aparecendo como um simples e belo jovem viajante acompanhando-o em sua viagem. Em Tobias 6,3, Rafael tira o fel do peixe para curar a cegueira de Tobit, por isso, é representado segurando um peixe. No capítulo 12, Rafael se dá a conhecer dizendo: "Eu sou Rafael, um dos sete santos Anjos que assistem e têm acesso à majestade do Senhor". São Rafael não é mencionado no Novo Testamento, mas a tradição o identifica como o Anjo que agitava as águas em João 5,4. Rafael também é figura proeminente nos costumes do Judaísmo. Ele é um dos três Anjos que visitaram Abraão antes da devastação física de Sodoma e Gomorra. Sua festa é celebrada no dia 29 de setembro, junto com a dos Arcanjos São Gabriel e São Miguel. Você pode acompanhar a linda história de São Rafael no Livro de Tobias lendo a Novena a seguir.

Novena a São Rafael Arcanjo:

Oração a São Rafael Arcanjo: (Para todos os dias) "Glorioso São Rafael Arcanjo, Anjo da cura e do divino amor, Vós curastes Tobit da cegueira, curai também nossas doenças do corpo e da alma. iluminai os hospitais, médicos, enfermeiros e os que cuidam dos doentes. Providenciai novos medicamentos para cura e alívio das doenças. Vós ajudastes o jovem Tobias na viagem. Protegei todos os viajantes e missionários. Vós ajudastes Sara em seu noivado. Socorrei todos os noivos, os casados e os tentados. Livrai nossas famílias da divisão e da discórdia. Amém."

(Rezar Pai-nosso, Ave Maria e Glória)

Primeiro dia: (Tobias 2, 1-18. 3,1) Tobit fica cego: “Algum tempo depois, num dia de festa religiosa, foi preparado um grande banquete na casa de Tobit. Ele disse então ao seu filho: ‘Vai buscar alguns homens piedosos de nossa tribo, para comerem conosco.’ Ele saiu, mas logo voltou, anunciando ao pai que um dos filhos de Israel jazia degolado na praça. Tobit levantou-se imediatamente da mesa, sem nada haver comido, e foi aonde estava o cadáver. Tomou-o e levou-o clandestinamente para a sua casa, a fim de sepultá-lo com cuidado depois do sol posto. Tendo escondido o cadáver, começou a comer com pranto e tremor, lembrando-se do oráculo que o Senhor tinha pronunciado pela boca do profeta Amós: 'Vossas festas mudar-se-ão em luto e lamentações’ (Amós 8, 10). Quando o sol se pôs, ele foi e o sepultou. Seus vizinhos criticavam-no unanimemente. Já uma vez ordenaram que te matassem, precisamente por isso, e mal escapaste dessa sentença de morte, recomeças a enterrar os cadáveres! Mas Tobit temia mais a Deus que ao rei, e continuava a levar para a sua casa os corpos daqueles que eram assassinados, onde os escondia e os inumava durante a noite. Ora, aconteceu que um dia, cansado desse trabalho, voltou para a sua casa e deitou-se junto à parede onde adormeceu. Enquanto dormia, caiu-lhe de um ninho de andorinhas esterco quente nos olhos, e ele tornou-se cego. Deus permitiu que lhe acontecesse essa prova, para que a sua paciência, como a do santo homem Jó, servisse de exemplo à posteridade. Como havia sempre temido a Deus, desde a sua infância, e guardado seus mandamentos, ele não se afligiu nem murmurou contra Deus por ter sido atingido pela cegueira. Mas perseverou firme no temor de Deus, e continuou a dar-lhe graças em todos os dias de sua vida. Assim como o bem-aventurado Jó foi insultado por outros chefes, assim seus parentes e amigos escarneciam de seu comportamento: ‘Onde está, diziam eles, essa esperança por cujo amor deste esmolas e sepultaste os mortos?’ Porém Tobit repreendia-os, dizendo: ‘Não faleis assim. Somos filhos dos santos patriarcas, e esperamos aquela vida que Deus há de dar aos que não perdem jamais a sua confiança nele.’” 

Segundo dia: (Tobias 3, 7-11. 24-25) Sofrimento de Sara, filha de Raguel e Edna: “Aconteceu que, precisamente naquele dia, Sara, filha de Raguel, em Ecbátana na Média, teve também de suportar os ultrajes de uma serva de seu pai. Ela tinha sido dada sucessivamente a sete maridos. Mas logo que eles se aproximavam dela, um demônio chamado Asmodeu os matava. Tendo Sara repreendido a jovem criada por alguma falta, esta respondeu-lhe: ‘Não vejamos jamais filho nem filha nascidos de ti sobre a terra! Foste tu que assassinaste os teus maridos. Queres porventura matar-me, como mataste todos os sete?’ Ouvindo isso, Sara subiu ao seu quarto e aí ficou três dias completos, sem comer nem beber. E, orando com fervor, ela suplicava a Deus, chorando, que a livrasse dessa humilhação. Estas duas orações foram ouvidas ao mesmo tempo, diante da glória do Deus Altíssimo. E um santo anjo do Senhor, Rafael, foi enviado para curar Tobit e Sara, cujas preces tinham sido simultaneamente dirigidas ao Senhor.” 

Terceiro dia: (Tobias 4, 1-2. 21-23. 5, 4-22.) Tobias encontra o Anjo Rafael: “Tobit, julgando que sua prece tinha sido atendida e que ia morrer, chamou junto de si o seu filho e disse-lhe: 'Ouve, meu filho, as palavras que te vou dizer, e faze que elas sejam em teu coração um sólido fundamento. Faço-te saber também, meu filho, que quando eras ainda pequenino, emprestei a Gabael de Ragés, cidade da Média, uma soma de dez talentos de prata, cujo recibo tenho guardado comigo. Procura, pois, um meio de ir até lá para receber o sobredito peso de prata, restituindo-lhe o recibo. Procura viver sem cuidados, meu filho. Levamos, é certo, uma vida pobre, mas se temermos a Deus, se evitarmos todo o pecado e vivermos honestamente, grande será a nossa riqueza. Vai procurar um homem de confiança que te possa acompanhar, mediante uma retribuição. É preciso que recebas esse dinheiro enquanto ainda estou vivo.’ Apenas saíra, Tobias encontrou um jovem de belo aspecto, equipado como para uma viagem. Sem saber que se tratava de um anjo de Deus, ele o saudou e disse-lhe: ‘De onde és tu, ó bom jovem?’ Ele respondeu: ‘Sou israelita.’ Tobias perguntou-lhe: ‘Conheces porventura o caminho para a Média?’ Respondeu ele: ‘Oh, muito! Tenho percorrido freqüentemente esse caminho. Hospedei-me em casa de Gabael, nosso compatriota que habita em Ragés, na Média, cidade que está situada na montanha de Ecbátana.’ Tobias disse-lhe: ‘Rogo-te que esperes por mim, enquanto vou anunciar isto a meu pai.’ Tendo Tobias entrado e contado o sucedido ao seu pai, este ficou muito admirado e pediu que fizesse entrar o jovem. Ele entrou e saudou a Tobit: ‘A felicidade esteja contigo para sempre!’ Ao que Tobit respondeu: ‘Que felicidade posso eu ter ainda? Estou nas trevas, sem poder ver a luz do céu.’ O jovem replicou-lhe: ‘Tem ânimo, porque é fácil a Deus curar-te!’ Tobit disse-lhe: ‘É verdade que poderás conduzir meu filho à casa de Gabael, em Ragés, na Média? Quando voltares, eu te retribuirei por isso.' Então o anjo disse-lhe: ‘Eu o levarei até lá e to reconduzirei.’ Tobit então perguntou-lhe: ‘Rogo-te que me digas de que família e de que tribo és tu? O anjo respondeu: ‘Que é que procuras: a raça do servo, ou o próprio servo para acompanhar teu filho? Mas, para tranqüilizar-te: eu sou Azarias, filho do grande Ananias.’ 'És de família distinta, respondeu Tobit. Rogo-te que não me queiras mal por ter querido conhecer tua origem.' O anjo então disse: ‘Conduzirei o teu filho são e salvo, e to trarei de novo são e salvo.’ Tobit respondeu: 'Boa viagem! Que Deus esteja em vosso caminho, e que o seu anjo vos acompanhe.' Fizeram em seguida suas bagagens, Tobias despediu-se de seu pai e de sua mãe e os dois viajantes partiram.” 

Quarto dia: (Tobias 6, 1-9) Rafael na viagem com Tobias: “Tobias partiu, pois, seguido de seu cão, e deteve-se na primeira parada à beira do rio Tigre. Descendo ao rio para lavar os pés, eis que um enorme peixe se lançou sobre ele para devorá-lo. Aterrorizado, Tobias gritou, dizendo: ‘Senhor, ele lança-se sobre mim.’ O anjo disse-lhe: ‘Pega-o pelas guelras e puxa-o para ti.’ Tobias assim o fez. Arrastou o peixe para a terra, o qual se pôs a saltar aos seus pés. O anjo então disse-lhe: ‘Abre-o, e guarda o coração, o fel e o fígado, que servirão para remédios muito eficazes. Ele assim o fez. A seguir ele assou uma parte da carne do peixe, que levaram consigo pelo caminho. Salgaram o resto, para que lhes bastasse até chegarem a Ragés, na Média.’ Entretanto, Tobias interrogou o anjo: ‘Azarias, meu irmão, peço-te que me digas qual é a virtude curativa dessas partes do peixe que me mandaste guardar.’ O anjo respondeu-lhe: ‘Se puseres um pedaço do coração sobre brasas, a sua fumaça expulsará toda espécie de mau espírito, tanto do homem como da mulher, e impedirá que ele volte de novo a eles. Quanto ao fel, pode-se fazer com ele um ungüento para os olhos que têm uma belida, porque ele tem a propriedade de curar.’” 

Quinto dia: (Tobias 6, 10-22) Rafael une Tobias e Sara: “Em seguida Tobias disse-lhe: ‘Onde queres que pousemos?’ Respondeu o anjo: ‘Há aqui, um homem de tua tribo e de tua família, chamado Raguel, que tem uma filha chamada Sara; além dela não tem mais filha. Todos os seus bens te devem pertencer: mas é preciso que a recebas por mulher. Pede-a, pois, ao seu pai, e ele ta dará por mulher.’ Tobias replicou: ‘Ouvi dizer que ela já teve sete maridos, e que todos morreram. Diz-se mesmo que foi um demônio que os matou, por isso eu temo que o mesmo venha a me acontecer, a mim que sou filho único, e desse modo faça descer lamentavelmente a velhice de meus pais à habitação dos mortos.’ O anjo respondeu-lhe: ‘Ouve-me, e eu te mostrarei sobre quem o demônio tem poder: são os que se casam, banindo Deus de seu coração e de seu pensamento, e se entregam à sua paixão como o cavalo e o burro, que não têm entendimento: sobre estes o demônio tem poder. Tu, porém, quando te casares e entrares na câmara nupcial, viverás com ela em castidade durante três dias, e não vos ocupareis de outra coisa senão de orar juntos. Na primeira noite, queimarás o fígado do peixe, e será posto em fuga o demônio. Na segunda noite, serás admitido na sociedade dos santos patriarcas. Na terceira noite, receberás a bênção que vos dará filhos cheios de saúde. Passada esta terceira noite, aproximar-te-ás da jovem no temor ao Senhor, mais com o desejo de ter filhos que o ímpeto da paixão. Obterás assim para os teus filhos a bênção prometida à raça de Abraão.’” 

Sexto dia: (Tobias 8, 1-6. 16-19.23) Rafael liberta Sara do demônio: “Depois do jantar, introduziram o jovem no aposento de Sara. E Tobias, fiel às indicações do anjo, tirou do seu alforje uma parte do fígado e o pôs sobre brasas acesas. Nesse momento, o anjo Rafael tomou o demônio e prendeu-o no deserto do Alto Egito. Então Tobias encorajou a jovem com estas palavras: ‘Levanta-te, Sara, e roguemos a Deus, hoje, amanhã e depois de amanhã. Estaremos unidos a Deus durante essas três noites. Depois da terceira noite consumaremos nossa união, porque somos filhos dos santos patriarcas, e não nos devemos casar como os pagãos que não conhecem a Deus.’ Levantaram-se, pois, ambos, e oraram juntos fervorosamente para que lhes fosse conservada a vida. E Raguel com sua mulher Edna louvaram o Senhor, dizendo: ‘Nós vos bendizemos, Senhor Deus de Israel, porque não se realizou o que temíamos. Usastes conosco de vossa misericórdia, expulsando para longe de nós o inimigo que nos perseguia, e tivestes piedade de dois filhos únicos. Fazei, ó Senhor, que eles vos bendigam sempre mais, e vos ofereçam um sacrifício de louvor pela sua conservação, a fim de que todas as nações pagãs conheçam que vós sois o único Deus de toda a terra.’ E instou com Tobias que ficasse com ele duas semanas.” 

Sétimo dia: (Tobias 11, 1-17) Rafael cura Tobit: “De regresso, chegaram no décimo primeiro dia de viagem a Caserim, que está a meio caminho na direção de Nínive. O anjo disse então: ‘Tobias, meu irmão, tu sabes em que estado deixaste o teu pai. Se for do teu agrado, poderíamos tomar a dianteira, deixando a tua mulher, os servos e os rebanhos seguirem devagar pelo caminho.’ Tendo Tobias concordado com esse parecer, Rafael disse-lhe: 'Leva contigo o fel do peixe, porque vais precisar dele.' Tomou, pois, Tobias o fel e partiram. Entretanto, Ana ia todos os dias assentar-se perto do caminho, no cimo de uma colina, de onde podia ver ao longe. Ela espreitava ali a volta de seu filho, quando o viu de longe que voltava e o reconheceu. Correu ao seu marido e disse-lhe: 'Eis que aí vem o teu filho!' Ora, Rafael tinha dito a Tobias: ‘Logo que entrares em tua casa, adorarás o Senhor teu Deus e dar-lhe-ás graças. Irás em seguida beijar teu pai, e pôr-lhe-ás imediatamente nos olhos o fel do peixe que tens contigo. Sabe que seus olhos se abrirão instantaneamente e que teu pai verá a luz do céu. E, vendo-te, ficará cheio de alegria.’ O cão, que os tinha acompanhado durante a viagem, correu então adiante como um mensageiro, e mostrava o seu contentamento fazendo festas e abanando a cauda. O pai cego levantou-se e pôs-se a correr, tropeçando. Dando então a mão a um criado, foi ao encontro de seu filho. Abraçou-o e beijou-o, fazendo o mesmo sua mulher, e ambos começaram a chorar de alegria. Só se assentaram depois de terem adorado e agradecido a Deus. Tobias tomou então o fel do peixe e pô-lo nos olhos de seu pai. Depois de ter esperado cerca de meia hora, começou a sair-lhe dos olhos uma belida branca como a membrana de um ovo. Tobias tomou-a e a arrancou dos olhos de seu pai, o qual recobrou instantaneamente a vista. E louvaram a Deus, ele, sua mulher e todos os que o conheciam: ‘Bendigo-vos, Senhor Deus de Israel, dizia ele, porque depois de me terdes provado, me salvastes: eis que vejo o meu filho Tobias!’” 

Oitavo dia: (Tobias 12, 1-10) Conselhos do Anjo Rafael: “Então Tobit chamou seu filho e disse-lhe: ‘Que havemos nós de dar a esse santo homem que te acompanhou?’ ‘Meu pai, respondeu ele, que gratificação lhe havemos de dar? Que presente poderá igualar os seus benefícios? Ele levou-me e trouxe-me em boa saúde; foi receber o dinheiro de Gabael; fez-me ter uma mulher e afugentou dela o demônio; encheu de alegria os seus pais; livrou-me de ser devorado pelo peixe, e fez-te rever a luz do céu; enfim, ele cumulou-nos de toda a sorte de benefícios. Que presente poderia igualar a tudo isso? Rogo-te, meu pai, que lhe peças se digne aceitar a metade de tudo o que trouxemos.’ Chamaram-no, pois, o pai e o filho, e, tomando-o à parte, rogaram-lhe que aceitasse a metade de tudo o que tinham trazido. Então ele falou-lhes discretamente: ‘Bendizei o Deus do céu, e dai-lhe glória diante de todo o ser vivente, porque ele usou de misericórdia para convosco. Se é bom conservar escondido o segredo do rei, é coisa louvável revelar e publicar as obras de Deus. Boa coisa é a oração acompanhada de jejum, e a esmola é preferível aos tesouros de ouro escondidos, porque a esmola livra da morte. Ela apaga os pecados e faz encontrar a misericórdia e a vida eterna. Aqueles, porém, que praticam a injustiça e o pecado são os seus próprios inimigos.’” 

Nono dia: (Tobias 12, 11-22) Rafael se revela como Anjo enviado por Deus: “O Anjo Rafael disse a Tobias e Tobit: 'Vou descobrir-vos a verdade, sem nada vos ocultar. Quando tu oravas com lágrimas e enterravas os mortos, quando deixavas a tua refeição e ias ocultar os mortos em tua casa durante o dia, para sepultá-los quando viesse a noite, eu apresentava as tuas orações ao Senhor. Mas porque eras agradável ao Senhor, foi preciso que a tentação te provasse. Agora o Senhor enviou-me para curar-te e livrar do demônio Sara, mulher de teu filho. Eu sou o anjo Rafael, um dos sete que assistimos na presença do Senhor.’ Ao ouvir estas palavras, eles ficaram fora de si, e, tremendo, prostraram-se com o rosto por terra. Mas o anjo disse-lhes: ‘A paz esteja convosco: não temais. Quando eu estava convosco, eu o estava por vontade de Deus: rendei-lhe graças, pois, com cânticos de louvor. Parecia-vos que eu comia e bebia convosco, mas o meu alimento é um manjar invisível, e minha bebida não pode ser vista pelos homens. É chegado o tempo de voltar para aquele que me enviou: vós, porém, bendizei a Deus e publicai todas as suas maravilhas.’ Acabando de dizer estas palavras, desapareceu diante deles, e eles não viram mais nada. Durante três horas permaneceram prostrados por terra, bendizendo a Deus. Depois levantaram-se e publicaram todas essas maravilhas.”

Aparições de São Rafael Arcanjo no mundo: São Rafael Arcanjo é o protetor da cidade de Córdoba, Espanha. Ele apareceu várias vezes ao padre Roelas em 1578. A cidade passava por grande epidemia e muitas pessoas morriam. Em 7 de maio, São Rafael apareceu e disse: Eu te juro, por Jesus Crucificado, que sou Rafael, Anjo a quem Deus colocou por guarda desta cidade.” Depois disso, as pessoas não morreram mais de peste. Em 1575, foram descobertas muitas relíquias de mártires na Basílica Menor de São Pedro. Elas estavam agrupadas em uma fossa comum. São Rafael apareceu e disse que eram de mártires cristãos. Em 1583, durante o Concilio de Toledo, foi comprovado que eram realmente autênticas.

Ladainha de São Rafael Arcanjo: 
Senhor, tende piedade de nós. 
Cristo, tende piedade de nós. 
Senhor, tende piedade de nós. 
Jesus Cristo, ouvi-nos. 
Jesus Cristo, atendei-nos. 
Deus, Pai do Céu, tende piedade de nós. 
Deus Filho, Redentor do mundo, tende piedade de nós. 
Deus, Espírito Santo, tende piedade de nos. 
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, 
Santa Maria, Rainha dos Anjos, rogai por nós. 

São Rafael, anjo da Saúde, rogai por nós. 
São Rafael, um dos sete espíritos que estão sempre diante do trono de Deus, rogai por nós. 
São Rafael, fiel condutor de Tobias, rogai por nós. 
São Rafael, que afastais para longe de nós os espíritos malignos, rogai por nós. 
São Rafael, que levais nossas preces ao trono de Deus, rogai por nós. 
São Rafael, que curastes a cegueira de Tobias, rogai por nós. 
São Rafael, auxílio nas tribulações, rogai por nós. 
São Rafael, consolo nas necessidades, rogai por nós. 
São Rafael, que tornais felizes os Vossos devotos, rogai por nós. 

Jesus Cristo, felicidade dos anjos, perdoai-nos. 
Jesus Cristo, gloria dos espíritos celestes, ouvi-nos. 
Jesus Cristo, esplendor dos exércitos Celestiais, tende piedade de nós. 

Oremos: Ó Deus, que em Vossa inefável providência fizestes São Rafael o condutor fiel de Vossos filhos em suas viagens, humildemente Vos imploramos que possamos ser conduzidos por ele no caminho da salvação e experimentemos seu auxilio nas doenças da alma e do corpo. Por Jesus Cristo Nosso Senhor. Amém. 

Créditos: http://www.arcanjomiguel.net

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Festa de Nossa Senhora de Czestochowa

Festa de Nossa Senhora de Czestochowa em 26 de agosto em Divinópolis, Brasil, com orações em sua homenagem.

terça-feira, 31 de maio de 2016

Aparições de Nossa Senhora em Beauraing

Aparições e mensagens de Nossa Senhora em Beauraing foram reconhecidas pela Igreja em 1949. Beauraing pronuncia-se “bôrran” e é um pequeno povoado da Bélgica. Nossa Senhora apareceu 33 vezes em Beauraing. Na maioria dessas aparições, ela não disse nada, apenas sorria para os videntes nessas aparições em frente à escola. Todas as mensagens de Nossa Senhora em Beauraing foram apenas pequenas frases, mas muito significativas. Veja como foram todas as aparições de Beauraing: 

1ª aparição, 29 de novembro de 1932: Ao anoitecer deste dia, pelas 18h30min, Fernande Voisin, 15 anos e seu irmão Albert, 11, foram buscar sua irmã Gilberte, 13, na escola das Irmãs da Doutrina de Cristo. Eles estavam com as amigas Andrée Degeimbre, 14, e sua irmã Gilberte de 9 anos. Em frente esta escola, havia uma ponte e um jardim com algumas árvores. Ventava e fazia muito frio. As crianças tocaram a campainha e esperaram a irmã buscar Gilbert. Enquanto isso, Albert vê Nossa Senhora no jardim, pairando no ar perto da ponte. Ele conta para as meninas e elas pensam que é brincadeira. Como o menino não pára de olhar, elas também olham e vêem a aparição. Assustadas, as crianças batem com força na porta da escola chamando por socorro. A irmã Valérie chega para ver. As crianças lhe mostram onde está Nossa Senhora, mas a irmã não vê nada e diz que é uma besteira. Mas Gilberte Voisin chega e também vê a aparição. Todos voltam para casa preocupados e contam o ocorrido aos familiares. Eles não acreditam e dizem que é uma bobagem. As crianças ficam tristes, choram e rezam. 

2ª aparição, 30 de novembro de 1932: As crianças voltaram na mesma hora à escola para buscar Gilbert e Nossa Senhora apareceu por alguns instantes sobre um espinheiro sem dizer nada, apenas sorria. Ela era uma linda moça de uns 20 anos. Tinha a pele e lábios rosados, sobrancelhas pretas. Usava um vestido branco com tons azulados e um longo véu branco na cabeça. Ela tinha as mãos postas e os olhos azuis. Raios finos e dourados saíam de sua cabeça formando uma coroa. 

3ª, 4ª, 5ª e 6ª aparição, 1º de dezembro de 1932: Nossa Senhora aparece novamente acima da ponte. Desaparece e reaparece no arbusto de azevinho. Ela desaparece e reaparece de novo debaixo da árvore de espinheiro. Ela sorriu para as crianças, mas não disse nada. 

7ª aparição, 2 de dezembro de 1932: As crianças perguntam: "A Senhora é a Virgem Imaculada?” Ela acena afirmativamente com a cabeça. As crianças perguntam também: "O que a Senhora quer de nós?" A Senhora responde: "Sejam sempre bons." As crianças respondem humildemente: "Sim, nós seremos sempre bons." 

8ª aparição, 2 de dezembro de 1932: Mais tarde desta mesma noite, pelas nove horas, as crianças voltam. A Senhora aparece e é ela quem pergunta: "Vocês serão sempre bons?" As crianças respondem: "Sim, nós sempre seremos." A palavra que Nossa Senhora usou em francês na ocasião foi “sages”, que significa “sábios”, mas corresponde ao nosso “bons”. 

9ª aparição, 4 de dezembro de 1932: Nossa Senhora aparece com as mãos cruzadas, olha para o céu ou olha para as crianças. As multidões começam a ir a Beauraing para as aparições. Os pais ficam muito preocupados. Pressionam as crianças severamente e elas choram. 

10ª aparição, 4 de dezembro de 1932: As crianças pedem: "Se você é a Virgem Maria, pedimos que cure o nosso pequeno amigo, Joseph, e o tio de Andree." Mas Nossa Senhora não responde. As crianças perguntam: "Que dia a Senhora voltará?" Ela responde: "No dia da Imaculada Conceição.” Perguntam: "Devemos construir uma capela?" Ela diz: "Sim.” 

11ª aparição, 5 de dezembro de 1932: As crianças pedem para a Senhora fazer um milagre à luz do dia, mas ela não responde. Perguntam quando devem voltar. Ela responde: “À noite.” 

12ª aparição, 5 de dezembro de 1932: A Senhora apareceu novamente à noite com as mãos entrelaçadas e olhava para o céu. De repente, abriu os braços. É pequena, bonita e jovem. Sua voz é suave. Não segura um Terço e as crianças não vêem o cabelo dela. 

13ª aparição, 6 de dezembro de 1932: Nossa Senhora segurava um Terço pela primeira vez. As crianças eram interrogadas o dia todo. Todos os que falaram com elas, acharam-nas muito simples e sinceras. 

14ª aparição, 6 de dezembro de 1932: Nossa Senhora voltou apenas para dizer: "Venham no dia da Imaculada Conceição.” 

15ª aparição, 7 de dezembro de 1932: A Virgem apenas olhou para o céu. As multidões continuam vindo em número cada vez maior. 

16ª aparição, 8 de dezembro de 1932: Nesse dia da Imaculada Conceição, Nossa Senhora estava linda. Não disse nada, mas estava mais brilhante do que nos outros dias, segundo as crianças. Uma multidão enorme de pessoas estava presente. Nos dias seguintes, as pessoas de toda a Bélgica continuaram a vir para rezar no local e hora das aparições, mas Nossa Senhora não apareceu. 

17ª aparição, 13 de dezembro de 1932: Nossa Senhora voltou a aparecer para as crianças, pressionadas o dia inteiro por interrogatórios, mas não disse nada. 

18ª aparição, 14 de dezembro de 1932: Nossa Senhora apenas sorriu para seus humildes videntes e os olhava com seus belos olhos azuis, cheios de bondade. Ela não voltou nos dois dias seguintes, apesar do povo que deseja sua aparição. 

19ª aparição, 17 de dezembro de 1932: As crianças perguntam: "Em nome do clero, o que podemos fazer por você?" A linda moça responde: "Uma capela.” Nossa Senhora não apareceu no dia seguinte. 

20ª aparição, 19 de dezembro de 1932: As crianças contam: "Ela não tem cinto, mas reflexos azuis. Ela permaneceu em silêncio, sorrindo, olhando agora para o céu, agora para nós. Somos forçados a cair de joelhos.” 

21ª aparição, 20 de dezembro de 1932: Nossa Senhora volta novamente alegre e sorridente. O povo espera alguma mensagem, mas ela não disse nada nessa noite. Ela aparece e desaparece abruptamente, como luz elétrica, na descrição infantil dos videntes. 

22ª aparição, 21 de dezembro de 1932: Os videntes perguntam: "Diga-nos quem você é, diga-nos o seu nome?" Ela responde: "Eu sou a Virgem Imaculada.” 

23ª aparição, 22 de dezembro de 1932: Nossa Senhora veio silenciosa. Tem as mãos entrelaçadas e abre os braços antes de desaparecer. Veio usando um Terço no braço e sorriu para todos. 

24ª aparição, 23 de dezembro de 1932: As crianças perguntam: "Por que aparece aqui em Beauraing?" Ela responde: "Para que venham aqui em peregrinação.” "Se você é a Virgem Imaculada, podemos esperar algo em breve? Você vai nos dar um sinal?" Nossa Senhora não responde. 

25ª aparição, 24 de dezembro de 1932: Aparição sem mensagem. Muitas pessoas estão presentes na cidade durante todo o dia. O povo esperava alguma mensagem espetacular, mas Nossa Senhora não voltou nos dois dias seguintes. 

26ª aparição, 27 de dezembro de 1932: Muitas pessoas não entendem a maneira das aparições. E Nossa Senhora voltou nesse dia sem explicar nada nem porquê. 

27ª aparição, 28 de dezembro de 1932: Nossa Senhora avisou para as crianças: "Em breve será a minha última aparição. Em breve será a última vez que eu venho." 

28ª aparição, 29 de dezembro de 1932: As crianças contam ao povo: "Há algo de novo. Quando ela abriu os braços, no peito onde normalmente tem as mãos juntas, havia um Coração de ouro, brilhante e cercado por pequenos raios.” Ela voltará a vir com seu Coração dourado nos dias seguintes. 

29ª aparição, 30 de dezembro de 1932: Nossa Senhora deu a pequena mensagem: “Rezem, rezem muito.” 

30ª aparição, 31 de dezembro de 1932: A Senhora não diz nada. 

31ª aparição, 1º de janeiro de 1933: Nossa Senhora disse: “Rezem sempre.” 

32ª aparição, 2 de janeiro de 1933: A Senhora avisa: "Amanhã, eu vou dizer uma coisa para cada um de vocês individualmente." 

33ª e última aparição, 3 de janeiro de 1933: Nossa Senhora contou um segredo a Albert, Gilbert Degeimbre e a Gilberte Voisin. Depois diz a Gilberte: "Vou converter os pecadores." Ela diz a Fernande Voisin: “Você ama o meu Filho? Você me ama? Sacrifique-se por mim." E se despede de todos dizendo: “Eu sou a Mãe de Deus, a Rainha dos Céus. Rezem sempre. Adeus.”

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Aparições de Nossa Senhora em Cuapa

As aparições de Nossa Senhora em Cuapa, Nicarágua, foram reconhecidas pela Igreja em 1982. Nossa Senhora apareceu a Bernardo Martinez. O nome Cuapa significa “sobre a serpente.” Ele sempre foi um camponês muito simples, pobre e humilde. Ele era sacristão com muita devoção que tinha desde criança, cuidava da capela da cidade e ali rezava o Terço com outras pessoas. As aparições aconteceram na mata à beira de um rio perto da cidade. Quando as aparições aconteceram em 1980, Bernardo estava com 48 anos e morava sozinho. Ele foi ordenado sacerdote em 1995 e morreu santamente em 30 de outubro de 2000, aos 69 anos, sendo enterrado em 1º de novembro, dia de Todos os Santos. Veja o relato simples e interessante das aparições feito pelo próprio Bernardo: 

Primeira aparição em 8 de maio de 1980: “Fui para o rio pescar. Comecei a rezar o Terço. Olhei para o sol porque não tenho relógio. Eram três da tarde. Eu me lembrei que tinha que alimentar os animais e ir à cidade para rezar o Terço com as pessoas às cinco. Andei uns seis ou sete passos. Foi quando vi outro relâmpago e Ela se apresentou. Era uma linda moça, uma linda jovem. Seus pés estavam descalços. O vestido era longo e branco. Ela tinha um cordão celestial em torno do peito. Mangas longas. Cobrindo-a estava um véu de uma cor creme pálido com bordados dourados nas bordas. Suas mãos estavam juntas sobre o peito. Parecia como a imagem da Virgem de Fátima. Ela estendeu os braços como na Medalha Milagrosa. E de suas mãos emanaram raios de luz mais fortes que o sol. Ela deixou as mãos levantadas e os raios que vinham de suas mãos atingiram meu peito. Quando Ela parou de emitir a luz, me encorajei a falar. Ela me respondeu com a voz mais doce que já ouvi de qualquer mulher, nem mesmo em pessoas que falam com suavidade.” Começa o dialogo entre Bernardo e Nossa Senhora: "Qual é o seu nome?" Ela responde: “Meu nome é Maria.” Ele pergunta: “De onde a Senhora vem?” Ela diz: "Eu vim do Céu. Sou a Mãe de Jesus.” Bernardo pergunta: “O que a Senhora quer?” A Senhora continua: “Eu quero que o Terço seja rezado todos os dias. Eu quero que seja rezado permanentemente na família e incluindo as crianças que tiverem idade o suficiente para compreenderem, para ser rezado numa hora em que não houver problemas com o trabalho da casa. O Senhor não gosta de orações feitas correndo ou mecanicamente. Recomendo o Terço com a leitura de citações bíblicas e que ponham em prática a Palavra de Deus. Procurem na Bíblia. Amem-se uns aos outros. Cumpram com suas obrigações. Façam a paz. Não peçam paz a Nosso Senhor, porque se vocês não a fazem, não haverá paz. Renovem os cinco primeiros sábados em desagravo ao meu Imaculado Coração. Vocês receberam muitas graças quando todos faziam isso. A Nicarágua sofreu muito desde o terremoto. Ela está ameaçada com ainda mais sofrimento. Ela continuará a sofrer se vocês não mudarem. Rezem, meus filhos, rezem o Terço pelo mundo todo. Digam aos crentes e não-crentes que o mundo está ameaçado por graves perigos. Eu pedi ao Senhor para abrandar sua justiça. Mas se vocês não mudarem, apressarão a chegada da Terceira Guerra Mundial." Nesse momento, Bernardo insiste: "Senhora, eu não quero problemas. Tenho muitos na igreja. Diga isto para outra pessoa." A Senhora lhe explica: "Não, porque Nosso Senhor o escolheu para dar a mensagem.” Bernardo conta que sua amiga Sra. Consuelo também queria ver Nossa Senhora. A Senhora diz: "Não. Nem todos podem me ver. Ela me verá quando a levar ao Céu. Mas ela deve rezar como pedi.” A visão termina: “E depois de dizer isso, ela ergueu os braços como na imagem da Assunção que vi tantas vezes na catedral de Juigalpa. Ela olhou para cima em direção ao Céu. A nuvem a elevou e quando atingiu uma certa distância, Ela desapareceu. Pensei em não dizer nada a ninguém do que tinha visto ou ouvido. Fui à capela para rezar o Terço e não disse nada a ninguém. Fui para o rio, mas por outro caminho. Vou para o rio todos os dias para nadar e para dar água ao bezerro que tenho. Oito dias assim se passaram e eu não contei nada sobre a aparição a ninguém. Em 16 de maio de 1980, eu estava indo dar água ao bezerro. Eu estava cruzando o pasto, sem conseguir ver o bezerro. Já no meio do pasto, com o sol forte como se direto sobre minha cabeça, vi um relâmpago. Naquele relâmpago, Ela se apresentou. Eu a vi da mesma forma que no dia 8 de maio, com suas mãos juntas, e então Ela as estendeu. E ao estender as mãos, os raios de luz vieram em minha direção. Ela me disse: "Por que você não disse o que lhe enviei a dizer?” Bernardo responde: “Senhora, estou com medo. Estou com medo de ser o ridículo das pessoas, medo de rirem de mim, de que não acreditem em mim. Aqueles que não acreditarem nisto, vão rir de mim. Dirão que estou louco.” Ela aconselha: "Não tenha medo. Vou ajudá-lo. E diga ao padre." Dizendo isso, houve outro relâmpago e Ela desapareceu. Ele conta: “Continuei a andar e vi o bezerro que antes não conseguia ver. Eu o levei ao rio, dei um pouco de água, e voltei para casa. Eu me arrumei para ir à capela e rezei o Terço. Contei a todos que vieram a minha casa. Alguns acreditaram. Outros ouviram curiosos e fingiram acreditar. Outros não acreditaram e riram. Mas não me importou. Fui a Juigalpa de manhã e contei ao padre como a Senhora me havia dito.” 

Segunda aparição em 8 de junho de 1980: “Ao final do Terço, novamente vi os dois relâmpagos e Ela apareceu. Eu lhe fiz alguns pedidos que tinha, porque agora as pessoas me recomendavam coisas para dizer a Ela.” A Senhora respondeu: “Alguns serão atendidos, outros não.” Erguendo sua mão direita, Ela indicou um espaço entre árvores e disse: "Olhe para o Céu." Bernardo conta sobre a visão: “Vi um grande grupo de pessoas vestidas de branco. Elas cantavam. Era uma festa celestial.” A Senhora disse: "Veja, estas são as primeiras comunidades quando começou o Cristianismo. São os primeiros catecúmenos. Muitos deles foram mártires. Vocês querem ser mártires? Você mesmo, deseja ser um mártir?” Bernardo continua: “Depois daquilo vi outro grupo, também vestido de branco com alguns Rosários luminosos nas mãos. As contas eram extremamente brancos e irradiavam luzes de diferentes cores. Um deles carregava um grande livro aberto. Eles liam e depois de escutarem, meditavam em silêncio. Depois desse período de oração silenciosa, eles rezavam o Pai Nosso e dez Ave-Marias.” Ela explicou: "Estes foram os primeiros para quem dei o Rosário. Essa é a forma em que desejo que todos vocês rezem o Rosário.” Bernardo explica: “Depois disso, vi um terceiro grupo, todos em vestes marrons. Mas estes eu reconheci como sendo semelhantes aos Franciscanos. Sempre o mesmo, com Terços e rezando.” A Senhora disse quando eles passavam depois de terem rezado: "Estes receberam o Rosário das mãos dos primeiros.” A visão continua: “Depois disso, um quarto grupo chegava. Era uma grande procissão, agora vestidos como nós. Era um grupo tão grande que era impossível contá-los. Fiquei feliz por vê-los. Logo senti que poderia entrar naquela cena porque estavam vestidos como eu. Senhora, vou com estes porque estão vestidos como eu." Ela me disse: "Não. Você ainda está em falta. Você deve dizer às pessoas o que tem visto e ouvido. Eu lhe mostrei a Glória de Nosso Senhor e vocês a terão se forem obedientes a Nosso Senhor, à Palavra do Senhor, se perseverarem na oração do Santo Terço e colocarem em prática a Palavra do Senhor." Depois de haver dito isso, a visão da glória de Deus desapareceu e a nuvem que a sustinha a elevou até o Céu. 

Terceira aparição em 8 de julho de 1980: Enquanto dormia, Bernardo teve um sonho com um Anjo que lhe revelou acontecimentos sobre algumas pessoas que se tinham recomendado em suas orações. Tudo aconteceu exatamente como o Anjo avisou. 

Quarta aparição em 8 de setembro de 1980: “Fui ao local das aparições. Novamente fui acompanhado por várias pessoas. Nesse dia, ela veio como uma criança. Linda! Mas pequena! Ela estava vestida em uma túnica de cor creme pálido. Não tinha um véu, nem coroa, nem manto. Nenhum adorno ou bordado. O vestido era longo, com mangas longas, e tinha um cordão rosa na cintura. Seu cabelo caía até os ombros e era castanho. Os olhos também, embora muito mais claros, quase da cor do mel. Toda Ela irradiava luz. Parecia como a Senhora, mas era uma criança. Eu olhava para Ela maravilhado sem dizer uma palavra. E então ouvi sua voz como de uma criança de 7 ou 8 anos. Com uma voz extremamente suave, Ela me deu a mensagem totalmente idêntica. Ao final, pensei que, como Ela era uma criança, seria mais fácil para ela permitir-se ver pelos outros que me acompanhavam. Esse era meu esforço. Permita-se ser vista para que todo o mundo acredite. Estas pessoas aqui querem vê-La.” Mas ela respondeu: “É suficiente que você lhes dê a mensagem. Pois para aquele que acredita será suficiente. E para aquele que não acredita, mesmo que me veja, ele não acreditará." Bernardo falou a respeito da igreja que as pessoas queriam construir em sua honra. Ela respondeu: "Não. O Senhor não quer igrejas materiais. Ele quer templos vivos, que são vocês mesmos. Restaurem o Sagrado Templo do Senhor. Em vocês está a satisfação do Senhor." Bernardo perguntou o que deveria fazer com as 80 córdobas que tinha em mãos. Ela respondeu: “Doe para a construção da capela em Cuapa. Deste dia em diante, não aceite nem um centavo para nada. Com um grupo da comunidade, meditem sobre as bem-aventuranças, longe de todo o barulho. Não vou retornar no dia 8 de outubro, mas no dia 13.” Então a nuvem a elevou como das outras vezes quando a via.” 

Quinta e última aparição em 13 de outubro de 1980: “Fomos ao local das aparições. No dia 13, um grupo de cerca de cinqüenta pessoas foi ao local das aparições. Ao chegar, arranjamos as flores que as pessoas haviam trazido, sobre as rochas. O céu parecia como se fosse chover, com grandes nuvens ameaçadores. Baixei meus olhos e vi a Senhora. Desta vez, a nuvem estava sobre as flores que havíamos trazido. Então, eu disse à Senhora para que fizesse com que a vissem, que todos os presentes queriam vê-La.” A Senhora respondeu: "Não. Nem todos podem me ver." Bernardo continua: “Novamente eu insisti com a Senhora para que todos a vissem.” E Ela novamente disse: “Não.” Bernardo insistiu: "Senhora, permita que eles a vejam para que acreditem! Porque muitos não acreditam. Eles me dizem que é o demônio que aparece para mim. E que a Virgem está morta e voltou ao pó como qualquer mortal. Permita que eles a vejam, Nossa Senhora!" Mas ela não respondeu nada. Bernardo conta: “Nesse momento, Ela levantou as Mãos ao Peito em uma posição similar à da imagem de Nossa Senhora das Dores. E assim como aquela imagem, seu rosto se tornou pálido. Seu Manto mudou de branco para uma cor cinza. Seu rosto se tornou triste e Ela chorou. Eu lhe disse: "Senhora, perdoe-me pelo que eu lhe disse! Sou culpado! A Senhora está brava comigo. Perdoe-me!" Ela respondeu dizendo: "Não estou brava nem ficarei brava." Bernardo perguntou: "E por que chora? Eu a vejo chorando." A Senhora respondeu: "Entristece-me ver a dureza do coração dessas pessoas. Mas vocês terão que rezar por elas, para que elas mudem. Rezem o Terço. Meditem os mistérios. Ouçam a Palavra de Deus que está neles. Amem-se. Amem-se uns aos outros. Perdoem-se uns aos outros. Façam a paz. Não peçam por paz sem fazer a paz. Pois se vocês não a fazem, não é bom pedir por ela. Cumpram suas obrigações. Ponham em prática a Palavra de Deus. Procurem maneiras de agradar a Deus. Sirvam o seu próximo, pois dessa forma vocês o agradarão." Bernardo apresentou: “Senhora, tenho muitos pedidos, mas me esqueci deles. Há muitos. A Senhora sabe todos eles.” Ela respondeu: "Eles me pedem coisas que não são importantes. Peçam a fé para que cada um tenha força para carregar sua própria cruz. Os sofrimentos deste mundo não podem ser suprimidos. Os sofrimentos são a cruz que vocês devem carregar. A vida é assim. Há problemas com o marido, com a esposa, com os filhos, com os irmãos. Falem e conversem para que esses problemas sejam resolvidos em paz. Rezem pela fé para que tenham paciência. Você não me verá mais neste lugar." E ele pediu: “Não nos deixe, minha Mãe!” Ela se despediu dizendo: “Não fiquem aflitos. Estou com todos vocês, embora não possam me ver. Sou a Mãe de todos vocês, pecadores. Amem-se. Perdoem-se. Façam a paz, porque se vocês não a fizerem, não haverá paz. Não se voltem à violência. Jamais se voltem à violência. A Nicarágua tem sofrido muito desde o terremoto e continuará a sofrer se todos vocês não mudarem. Se vocês não mudarem, apressarão o início da Terceira Guerra Mundial. Rezem, meus filhos. Rezem pelo mundo todo. Uma Mãe nunca se esquece de seus filhos. E Eu não me esqueci do que vocês sofreram. Sou a Mãe de todos vocês, pecadores.”