terça-feira, 17 de novembro de 2015

Vida, Oração e Ladainha de Santa Isabel da Hungria

Oração, História e Novena. 

Infância nos palácios: Santa Isabel da Hungria, cujo nome era Isabel de Andechs, foi uma princesa filha de André II da Hungria e da rainha Gertrudes de Andechs-Meran, descendente da família dos condes de Andechs-Merana segunda filha do Rei André II da Hungria e de sua esposa Gertrudes de Andechs-Meran. Nasceu em 7 de julho de 1207, no Castelo de Bratislava ou Saros-Patak, Hungria. Foi parente de várias Santas. Do lado materno, foi sobrinha da famosa Santa Edwiges da Silésia, que viveu na Polônia e foi tia de Santa Cunegunda e Santa Margarida da Hungria e tia-avó de Santa Isabel de Portugal. Do lado paterno, foi prima de Santa Inês de Praga. Seus pais educaram todos os filhos na fé em Deus. Uma das irmãs se tornou freira e um irmão se tornou padre. Isabel cresceu vendo as pessoas ligadas à corte e sempre cheias de ambição pelas riquezas, poder, ganância e pecados. Mas isso só fez com que ela tivesse ainda mais fé e não se apegasse aos bens materiais. Era de temperamento forte, decidido e muito cuidadosa quanto à sua conduta e ao pecado. Desde pequena, gostava de rezar e ir à capela. Olhava para a Bíblia com muito carinho e respeito. Quando a igreja estava fechada, beijava a porta, as paredes e a fechadura dizendo: “Deus repousa lá dentro.” Aos 9 anos, ficou órfã de sua mãe, a Rainha Gertrudes e também seu protetor, Duque Herman. 
Casamento e filhos: Quando ela nasceu, um trovador medieval profetizou: "Vejo uma estrela que se levanta da Hungria, que brilhará aqui nesta terra e depois no mundo inteiro. Pois hoje nasceu na Hungria uma menina que será santa. Ela será esposa de seu filho quando crescer, e será famosa no mundo inteiro." Seu pai, o Rei André II, combinou o futuro casamento de Isabel com o Príncipe Hermano. Em 1211, com apenas 4 anos, Isabel despediu-se da Hungria e foi levada à região de Turíngia, Alemanha, para ser educada e crescer ao lado do futuro esposo. Mas Hermano faleceu e Isabel foi prometida em casamento ao príncipe Luís, segundo filho de Hermano I e da Duquesa Sofia de Wittelsbach. Luís e Isabel se amaram desde o primeiro instante em que se conheceram e por toda a vida. Isabel se casou quando tinha apenas 14 anos e Luís, 21. Luís assumiu a coroa para governar a região da Turíngia em 1227. Isabel era extremamente alegre, amorosa e carinhosa com seu marido. Tiveram 3 filhos: Hermano, em 1222; Sofia, em 1224 e Gertrudes em 1227. Ela pediu ao seu marido que seu governo tivesse esses três lemas: piedade, pureza e justiça. 
Parentes difíceis no castelo: Seu marido Luís foi um governante muito bom, muito católico e justo. Luis fazia tudo o que podia para ajudar o povo seguindo os conselhos de sua esposa. O castelo de Wartburg, onde moravam, ficava no topo de uma montanha. Na base da montanha, construíram um hospital para os doentes pobres. Isabel sempre saia do castelo para ir até o povo e ajudá-lo. Sua sogra e demais parentes do esposo, principalmente seus cunhados, os príncipes Henrique Raspe e Conrado e a princesa Inês não gostavam das obras de caridade que ela fazia. Todos a pediam para usar as roupas e jóias luxuosas dos palácios da época, mas ela nunca aceitava. Usava sempre roupas simples e dava as jóias e ouro para as pobres. Com isso, Isabel sofria dentro do castelo. Eles a tratavam mal e armavam muitas intrigas e calúnias para que o marido ficasse contra ela, mas ele não acreditava por causa da grande bondade que via na esposa. Isabel perdoava tudo o que faziam e não contava nada ao marido. Eles tiveram um casamento muito feliz, pois ele a apoiava em tudo.   
Vida de oração e Eucaristia: Isabel rezava muito todos os dias. Ela participava de todas as Missas que podia com muita atenção e devoção. Fazia muitos jejuns e penitências e tinha muita devoção a Nossa Senhora. Por causa da coroa de espinhos em Jesus, Isabel nunca entrava nas igrejas usando sua coroa de princesa. Tirava tudo antes de entrar e somente usava roupas simples para assistir a Missa receber Jesus na Eucaristia. Ela dizia: “Como posso usar uma coroa de ouro na cabeça enquanto o meu Rei Jesus está com uma coroa de espinhos?” Numa Quaresma, após rezar muito, disse: “Senhor, tu queres estar sempre comigo e eu contigo. Não quero te abandonar nunca mais.” Isabel também fez o costume de se sortear um Santo para seguir como exemplo. Sorteiou São João Evangelista. Colocou-o no meio dos outros e sorteou outras vezes e saiu o mesmo. A partir disso, ficou seguindo seu exemplo por toda a vida. 
Caridade e carinho com os pobres: Quando casada, Isabel sempre ajudava os pobres. Ela distribuída alimentos, roupas, remédios e esmolas generosas aos necessitados que batiam na porta do castelo. Oferecia e encaminhava emprego para os pais de família. Amparava os órfãos e as viúvas em situação difícil. Ajudava na construção de igrejas, conventos e hospitais. Sempre saía do castelo numa carroça carregando pão, leite, frutas e outros alimentos e ia pessoalmente dar aos pobres e visitar suas casas. Isabel estava sempre atenta aos problemas e pedidos do povo, sempre atendendo as pessoas ou visitando suas casas. Isabel abraçava as crianças com muito carinho e lhes dava brinquedos e doces. Ela gostava também de estar sempre próxima dos doentes mais abandonados e repugnantes que eram os leprosos, aleijados e feridos, tocando-os e lavando-os. Todo o povo tinha uma enorme admiração por ela. Isabel disse: “Sempre temos os dois olhos para olhar os pobres com compaixão, dois ouvidos para escutá-los, uma língua para confortá-los, duas mãos para ajudá-los e um coração para amá-los.” 
Milagre das rosas e dos pães: Certa vez, Isabel levava pães debaixo do seu manto para dar aos pobres. Seus parentes da corte contaram ao seu marido e ele a pediu para mostrar o que tinha escondido. Ela levantou o manto e em vez de pães, caíram lindas rosas em pleno inverno. Por isso, ela é sempre representada carregando pães e rosas. Este milagre das rosas também aconteceu com outras Santa Isabel de Portugal. Milagre do leproso: Isabel acolhia também os doentes com muito carinho e compaixão. Certa vez, um leproso pediu esmola na porta do seu enorme castelo. Ela o mandou entrar, cuidou de suas feridas e colocou para dormir em sua própria cama. Seus parentes ficaram furiosos e contaram a seu marido. Este foi ver. Isabel pediu que ele levantasse o lençol onde o leproso dormia. Ao levantar, o marido não viu o leproso, mas Jesus dormindo ali naquela cama e desapareceu. Essa visão fez com que seu marido continuasse deixando-a fazer muita caridade. E Isabel continuou ajudando milhares de pessoas, das mais diversas maneiras e rezando muito todos os dias.  
Milagre das jóias: Certa vez, algumas pessoas importantes visitariam o castelo e seu marido Luis pediu que ela vestisse roupas luxuosas para a ocasião. Isabel não quis e disse que seu esplendor seria sua humildade. Mas quando entrou na festa, sua roupa estava cheia de jóias e brocados belíssimos, sendo considerada a mais bela por todos os presentes. Era um milagre de Deus ornando sua serva. Mesmo assim, seus cunhados e a sogra continuaram perseguindo-a e detestando-a.  
Fome no país: Em 1226, houve uma grande fome em toda a Alemanha e esse ficou conhecido como o “ano da fome”. Isabel transformou seu castelo em uma “grande casa de socorro” para os necessitados, hospedando-os e alimentando-os como se fossem de sua família também. Pediu que dessem todas as reservas de alimentos estocados da família sem reter nada, já que a fome e necessidade eram urgentes. Isso foi dado aos necessitados e milagrosamente, o castelo não passou necessidade. Ela encaminhou uma grande quantidade de grãos a regiões famintas e por isto é a padroeira dos padeiros e dos campos de trigo. Isabel tratava a todos realmente como seus irmãos. Ela sempre conversava com os pobres e ouvia seus desabafos e sofrimentos. Era como uma mãe do povo. Isabel também procurava ajudar os falecidos e suas famílias para terem sepultura dignas. Quando algum pobre estava agonizante, Isabel lhe fazia companhia e rezava longamente ao seu lado até a hora da morte. 
Morte do marido: Isabel amava muito o seu marido. Quando ele voltava do trabalho, ela sempre vinha ao seu encontro e o cobria de beijos. Em 1227, Luis revelou que queria viajar numa Cruzada para defender os lugares santos na Terra Santa. Isabel ficou muito triste, pois a viagem duraria meses e ele correria o risco de morrer martirizado ou de alguma doença, mas aceitou. Ela acompanhou o marido até a fronteira do país e voltou para casa chorando. Infelizmente, ele adoeceu dias depois no caminho e faleceu. Isso causou enorme dor para Santa Isabel, que ainda estava grávida da última filha, Gertrudes, que nasceu dias depois. Ao saber da morte do marido, Isabel se desesperou e disse: "O mundo morreu para mim, e com ele, tudo quanto era alegria." Mas ela se reergueu na fé e rezou: “Senhor, tu sabes o quanto eu amava meu marido. Eu daria o mundo inteiro para tê-lo de volta. Mas não quero chamá-lo de volta contra a tua vontade.” 
Viúva e expulsa do castelo: Isabel ficou viúva com apenas 20 anos, os filhos pequenos e Gertrudes ainda recém-nascida. Com isso, seus dois cunhados e parentes do marido que não gostavam dela a expulsaram do castelo em pleno inverno acusando-a de prodigalidade, com os três filhos pequenos e as empregadas Judite e Isentrude que não quiseram deixá-la. Foram expulsos em pleno inverno, com muita neve e frio, sem dinheiro, nem comida nem agasalho. Eles ameaçaram punir severamente qualquer morador da cidade que acolhesse Isabel e seus filhos. Ela bateu em várias portas dos pobres que antes tinha ajudado pedindo esmolas ou algum alimento, mas muitos não puderam ajudá-la por medo de ameaças. Um taberneiro a acolheu e escondeu-a no seu quintal e no chiqueiro, para que ela e os filhos não morressem de frio. Outros pobres foram levar-lhes alimentos nos outros dias. Uma idosa, a qual Isabel tinha ajudado várias vezes, lhe deu uma pedrada. Isabel escorregou e caiu na lama, mas levantou-se sem dizer uma palavra. Suas roupas não se sujaram. Ela ficou com o rosto sereno e continuou seu caminho. Outros moradores da cidade a maltrataram e xingaram vendo-a neste estado de abandono pensando que fosse uma pessoa má. Após passar por tão grandes humilhações e sofrimentos, Isabel pediu aos frades de um convento para tocarem o sino e cantarem o Te Deum em agradecimento a Deus por ela ter podido participar dos sofrimentos Dele. Seus cunhados souberam disso e expulsaram Isabel até deste quintal e a colocaram num velho castelo muito pobre. Numa noite, os pobres estavam diante de uma fogueira. Isabel pediu para lhes trazer pães e que fossem lavados seus pés. E ali ficou feliz cantando com eles para passarem a noite juntos. Isabel, os filhos pequenos e as duas empregadas ficaram alguns meses morando nessas condições extremamente pobres e humilhantes. 
Intervenção dos familiares e amigos: Sua parente Matilde, abadessa em Kitzing ficou sabendo disso e pediu que Isabel fosse levada com os filhos para seu convento. Os dois cunhados que a tinham expulsado foram advertidos por outros parentes. Eles se arrependeram e pediram-lhe perdão, devolvendo-lhe todos os bens. Isabel perdoou-os completamente e não guardou nenhum rancor. Também o Papa forçou o cunhado Henrique a devolver a coroa e a fortuna à cunhada, sob pena de excomunhão. Isabel recebeu nova proposta de casamento e se tornar rica novamente casando-se com o nobre mais poderoso da época, o Imperador Frederico II. Mas ela não quis, pois estava toda voltada para Jesus. Isabel disse que queria viver em pobreza como São Francisco de Assis, falecido alguns anos antes. Alguns parentes da Hungria tentaram levá-la de volta para seu país, mas ela não quis. Eles ficaram muito surpresos ao vê-la sem nenhum luxo, com roupas tão simples, remendadas por ela própria, que sabia fiar e costurar. 
Torna-se franciscana: Para ter vida religiosa de pobreza naquela época, era obrigatório ter um padre como diretor espiritual. Isabel foi dirigida pelo Padre Conrado Marburgo. No principio, ele estabeleceu que Isabel não deveria receber os bens como viúva, mas apenas uma idenização com a qual ela deveria construir um hospital de caridade para os pobres. Isabel aceitou, pois queria sempre viver na pobreza. Mas para que os filhos pequenos não sofressem mais com as perseguições dos familiares e disputas pela herança do marido, Isabel deixou-os aos cuidados dos parentes e preferiu ficar com o padre Conrado em vida de oração e caridade até tudo se resolver. Isabel entrou para a Terceira Ordem Franciscana em 1228 seguindo os exemplos de São Francisco e Santa Clara. Ela teve contato com os frades dele, ajudando a construir um dos primeiros conventos para eles nesse país. Todos se apoiavam mutuamente com orações e ações. Ela foi morar em Eisenach, depois no Castelo de Pottenstein e finalmente numa pequenina choupana em Marburgo, Alemanha. Na Sexta-feira Santa deste ano, com grande fervor, ajoelhada em frente ao Altar, renunciou a todos os bens materiais para viver em grande pobreza, dispondo-se a vestir somente uma túnica de tecido tosco. Ali construiu um hospital com a herança do marido para os doentes pobres. A capela do Hospital de Marburgo foi dedicada em honra a São Francisco de Assis, canonizado naquele ano. Isabel ficou morando ali no hospital, cuidando de todos os doentes com muito amor e carinho. Isabel morava com as empregadas Guda e Isentrude de Hörselgau que nunca a deixaram e também se tornaram religiosas. 
Grandes sofrimentos: Padre Conrado de Marburgo era muito duro e rigoroso com Isabel. Muitas vezes a tratou mal e chegou até a lhe dar tapas. Ele a obrigava a fazer penitências e jejuns muito rigorosos. Criou para ela uma rotina de horários difíceis e esgotantes. Ele tirou de perto dela as duas fiéis amigas e a colocou em sua companhia de duas mulheres de vida má que batiam nela e a caluniavam. Foram anos extremamente sofridos para Isabel, que nunca lhe desobedeceu. Ela suportou tudo com paciência e resignação até que seu antigo protetor e padrinho, o Conde Bertoldo de Saros-Patak, pediu para Padre Conrado ser menos rigoroso. Ele deixou suas duas amigas a voltarem a viver com ela e Isabel pôde ser mais feliz em sua vida de oração e caridade. Em 1229, Isabel distribuiu outra grande parte de sua fortuna para os pobres, já que não usava para si mesma. 
Enfermeira e curas com os doentes: Isabel passou os últimos anos de sua vida morando no hospital e trabalhando como enfermeira. Ela ajudava a cuidar de todos os doentes do hospital com muito amor. Todos os dias, ela visitava todos os leitos e quartos para conversar com cada um. Nesse convívio com o povo, muitas curas e graças aconteceram. As pessoas da cidade começaram a levar os doentes para que ela os tocasse ou rezasse por eles. Ao ser perguntada sobre suas herança disse: "Minha herança é Jesus Cristo!"  
Últimos anos e morte: Isabel rezava cada dia com mais fervor e pureza de alma. Suas irmãs religiosas diziam que ela ficava sempre com semblante maravilhoso após as orações, às vezes com uma luz ao seu redor. Teve aparições de Jesus, Maria e dos Santos. Foi vista pairando no ar a mais de um metro do chão enquanto adorava o Santíssimo Sacramento. Morte: Isabel adoeceu de altas febres em novembro de 1231. Dias antes de sua morte, Jesus e Nossa Senhora apareceram-lhe cercados de Anjos e prometeram-lhe o Céu. Isabel ficou cheia de imensa alegria no coração. Em 17 de novembro de 1231, ao cantar do galo, ela disse: "Eis a hora em que Jesus nasceu de Maria Virgem. Que galo imponente e lindo seria aquele, o primeiro a cantar naquela noite maravilhosa! Ó Jesus, que resgatastes o mundo, que resgatastes a mim! Ó Maria, ó Mãe, vinde em meu socorro!" E disse baixinho aos presentes: "Silêncio, silêncio!..." E pendeu a cabeça como se adormecesse. Isabel faleceu docemente com apenas 24 anos. Foi sepultada com grande veneração de todo o povo da região da Turingia. Seu túmulo foi visitado por milhares de pessoas e mais de 100 milagres por sua intercessão foram relatados. 
Canonização: Padre Conrado, que foi tão severo com Isabel foi o iniciador do processo de Canonização. Teve rejeições e demoras, mas o processo prosseguiu com um sério exame de sua vida e das pessoas que conviveram com ela. Santa Isabel foi canonizada pelo Papa Gregório IX em 1235, apenas 4 anos após sua morte pelo Papa Gregório IX e na presença de seu pai e seus filhos ainda vivos. Mais tarde, foi declarada padroeira da Terceira Ordem Franciscana Secular e sua festa foi colocada para o dia 17 de novembro. 
Destino dos filhos: O filho Hermano foi entregue à avó no Castelo de Wartburg para ocupar o lugar de governante do pai no futuro. Ele faleceu em 1241, aos 19 anos. Sofia foi entregue aos cuidados da tia no convento e mais tarde se tornou a Duquesa de Brabante, falecendo em 1275 aos 51 anos. A pequenina Gertrudes foi entregue às monjas do Mosteiro de Altemberg, onde cresceu e se tornou religiosa. Ela faleceu em 1297 aos 70 anos e foi beatificada pelo papa Clemente VI em 1348. Santa Isabel da Hungria é padroeira também das viúvas, dos mendigos, dos floristas e dos doentes carentes. Ela sempre dizia: “Nós devemos sempre fazer as pessoas felizes.”

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Oração, história de São Simão Zelador

Oração:

"Glorioso São Simão Zelador, apóstolos de Jesus, ensinai-nos a ouvir sempre o Divino Mestre. Vós desde-nos o exemplo de pouco aparecer nos Evangelhos para nos mostrar que o mais importante é ouvir e viver as Palavras de Jesus. Iluminai todos aqueles que querem ser apóstolos da Palavra de Deus, para que saibam primeiro praticá-la e depois levá-la aos outros. Por Cristo Senhor Nosso. Amém."

História de São Simão Zelador:

sábado, 12 de setembro de 2015

História e oração de São Francisco das Chagas

"Glorioso São Francisco de Assis, que recebestes por uma visão de um serafim as Chagas de Jesus em vosso corpo, inflamai nossos corações com um amor ardente a Jesus Crucificado e à sua dolorosa Paixão, para que nos arrependamos sinceramente de nossos pecados, que causaram tantas Chagas no Bom Mestre, e amemos nossos irmãos. Amém."

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Vida e Ladainha de Santa Clara de Assis

Ladainha de Santa Clara de Assis:

Senhor, tende piedade de nós. 
Cristo, tende piedade de nós. 
Senhor, tende piedade de nós. 
Jesus Cristo, ouvi-nos. 
Jesus Cristo, atendei-nos. 
Deus, Pai do Céu, tende piedade de nós. 
Deus Filho, Redentor do mundo, tende piedade de nós. 
Deus, Espírito Santo, tende piedade de nós. 
Santíssima Trindade que sois um só Deus, tende piedade de nós. 
Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós. 

Santa Clara, discípula de São Francisco, rogai por nós.
Santa Clara, guia das clarissas,
Santa Clara, mais brilhante como o sol,
Santa Clara, fiel esposa de Jesus,
Santa Clara, repleta do Espírito Santo,
Santa Clara, adoradora do Santíssimo Sacramento,
 Santa Clara, flor da Igreja,
Santa Clara, generosa com os pobres,
Santa Clara, amante do Crucificado,
Santa Clara, luz para o mundo,
Santa Clara, exemplo de caridade,
Santa Clara, pura de corpo e alma,
Santa Clara, rica com as coisas de Deus,
Santa Clara, estrela da Ordem Franciscana,
Santa Clara, na oração em todos os momentos,
Santa Clara, modelo de renúncia,
Santa Clara, desapegada dos bens materiais,
Santa Clara, corajosa nas dificuldades,
Santa Clara, terror dos demônios,
Santa Clara, compaixão pela Paixão de Jesus,
Santa Clara, penitente pelos pecados do mundo,
Santa Clara, cheia de milagres,
Santa Clara, confiante na providência divina,
Santa Clara, auxílio das multidões,
Santa Clara, reflexo de Deus,
Santa Clara, consolo no convento,
Santa Clara, conforto nas tribulações,
Santa Clara, doçura de Jesus e Maria,
Santa Clara, espelho do Senhor,
Santa Clara, alegre em todos os momentos,
Santa Clara, delicada com o próximo,
Santa Clara, mestra das religiosas,
Santa Clara, disponível ao próximo sem reservas,
Santa Clara, ardente no Mandamento do amor,
Santa Clara, grande praticante da Palavra de Deus,
Santa Clara, testemunho eterno,
Santa Clara, paciente nas doenças e sofrimentos,
Santa Clara, grande lírio de castidade,
Santa Clara, revestida de humildade,
Santa Clara, rosa de amor a Virgem Maria,
Santa Clara, perfume de amor a Deus,
Santa Clara, padroeira da televisão,
Santa Clara, gloriosa na hora da morte, 

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor. 
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos, Senhor. 
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós, Senhor. 

V. Rogai por nós, Santa Clara de Assis. 
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. 

Oremos: Oh Deus Vós guiastes Santa Clara de Assis no caminho da pobreza, castidade e obediência. Ela se tornou um dos maiores exemplos de renúncia aos bens materiais. Fazei que a seu exemplo, possamos nos unir aos bens espirituais que nos conduzirão às riquezas do Céu. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Terço do amor


Terço com as invocações pedidas por Jesus à irmã Consolata Betrone, em Turim, Itália.

No início, reza-se: Pai-Nosso, Ave-Maria, Credo. 

Na contas do Pai-Nosso: "Doce Coração de Jesus, sede meu amor! Doce Coração de Maria, sede minha salvação!" 

Nas contas da Ave-Maria: "Jesus e Maria, eu Vos amo. Salvai as almas!" 

No final, rezar 3 vezes: "Sagrado Coração de Jesus, fazei que eu Vos ame cada vez mais."


domingo, 26 de julho de 2015

Oração para depois da Comunhão

(feita por São Tomás de Aquino)

“Obrigado, Pai Santo, Deus eterno e Todo poderoso, porque sem merecimento nenhum de minha parte, mas somente por efeito de vossa misericórdia, vos dignastes saciar a mim pecador(a) e vosso(a) indigno(a) servo(a), com o Sagrado Corpo e Precioso Sangue de vosso Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo. Peço que esta Santa Comunhão não me seja causa de juízo nem condenação, mas salutar garantia de perdão. Seja ela para mim como armadura de fé e escudo de boa vontade e libertação de meus vícios e extermínio da concupiscência e paixões, aumento da fé, caridade, paciência, humildade, obediência e todas as virtudes, defesa eficaz contra as ciladas dos inimigos tanto visíveis como invisíveis, pacifique inteiramente meus movimentos, tanto carnais e como espirituais. Uni-me perfeitamente a Vós, Deus único e verdadeiro, feliz consumação de meu destino. Peço-vos para conduzir a mim pecador(a) aquele inefável convívio onde Vós, com o vosso Filho e o Espírito Santo, sois para os vossos Santos a luz verdadeira, plena saciedade, eterna alegria, ventura completa e felicidade perfeita. Pelo mesmo Jesus Cristo, Nosso Senhor. Amém.”

Oração para antes da Comunhão

(feita por São Tomás de Aquino)

“Deus onipotente e eterno, eis que me aproximo do Sacramento do vosso Filho Unigênito, Nosso Senhor Jesus Cristo. Eu me aproximo como um(a) doente ao Médico da vida, um(a) impuro(a) à fonte da misericórdia, um(a) cego(a) à luz da eterna claridade, um(a) pobre e miserável ao Senhor do Céu e da Terra. Imploro, pois, a abundância da vossa imensa bondade, para que queirais curar minha fraqueza, lavar minhas manchas, iluminar minha cegueira, enriquecer minha pobreza e cobrir minha nudez. Que eu receba o Pão dos Anjos, o Rei dos Reis e o Senhor dos senhores com muita reverência e humildade, pureza e fé necessárias para a salvação de minha alma. Peço para receber, não só o Sacramento do Corpo e Sangue do Senhor, mas também seu efeito e sua força. Oh Deus de bondade, fazei que eu receba o Corpo que vosso Filho Unigênito e Nosso Senhor Jesus Cristo, recebeu da Virgem Maria, de modo que eu seja incorporado(a) ao seu Corpo Místico e contado entre seus membros. Pai amorosíssimo, concedei-me contemplar agora e eternamente vosso Filho amado que agora pretendo receber oculto nos véus da Eucaristia. Amém.”

segunda-feira, 20 de julho de 2015

História da devoção das Santas Chagas de Jesus

Jesus apareceu muitas vezes para a Venerável Irmã Maria Marta Chambon (1841–1907) em Chamberry, França, a partir do ano de 1863. Essas aparições foram aprovadas pela Igreja Católica pelos muitos sinais e milagres. Muitas pessoas alcançaram grandes graças em todo o mundo com a devoção das Santas Chagas de Jesus. A devoção pode ser feita com orações de nossas próprias palavras ou outras meditando Paixão de Jesus, no Crucifixo e no Terço das Santas Chagas pedido por Jesus. Ele disse: 

“Concederei tudo o que me pedirem pela invocação das minhas Sagradas Chagas. As almas que rezam com humildade e meditam a minha Paixão terão uma participação na glória das minhas Divinas Chagas. Quanto mais contemplam minhas Chagas dolorosas na Terra, mais as contemplarão gloriosas no Céu. Eu faço como um mendigo, um pobre. Chamo os meus filhos um por um. Olho-os com paciência quando vêm a mim. Eu os espero! Venha à Chaga do meu Divino lado. É a Chaga do amor ardente. É a fonte onde todos devem beber. Venha ao meu Coração e deixará de ter medo. Ponha aqui a sua mão para buscar meus tesouros. A medida está cheia. Não posso conter mais. Tenho tanto desejo de dar. Eu preciso do seu coração para me desagravar e me fazer companhia. Eu te ensinarei a amar, pois ainda não sabe. Deus dá a ciência do amor para a alma que olha para o Crucificado e lhe fala de coração a Coração. As almas que tiverem contemplado e honrado a minha coroa de espinhos nesta vida serão a minha coroa de glória no Céu. Arranque os espinhos de minha Cabeça oferecendo ao meu Pai o mérito das minhas Chagas pelos pecadores. Vá em busca de almas. E preciso espalhar esta devoção. Obterão tudo, porque o mérito do meu Sangue tem um preço infinito. Minha filha, abisma as tuas ações nas minhas Chagas e elas valerão alguma coisa. Todas as vossas ações, ainda as mais pequenas, banhadas no meu Sangue, adquirirão, por isso só, um mérito infinito e contentarão o meu Coração! Oferecendo-as pela conversão dos pecadores, ainda que eles se não convertam, tereis diante de Deus o mesmo mérito como se eles se tivessem convertido. Quando tiverdes algum desgosto, algum sofrimento, recorrei depressa às minhas Santas Chagas e tudo se suavizará. Convém repetir muitas vezes junto dos doentes esta aspiração: ‘Meu Jesus, perdão e misericórdia, pelos méritos das vossas Sagradas Chagas!’ Esta oração aliviará a alma e o corpo. As Santas Chagas salvam o mundo e asseguram uma boa morte.”

Terço das Santas Chagas de Jesus

No início: Rezar 1 Pai nosso, 1 Ave Maria e o Creio.

No lugar do Pai nosso: “Pai Eterno, eu vos ofereço as Santas Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo, para curar as das nossas almas.” 

No lugar da Ave Maria: “Meu Jesus, perdão e misericórdia, pelos méritos das vossas Santas Chagas.” 

No lugar do glória: “Minha Mãe Santíssima, imprimi em meu coração as Chagas de Jesus Crucificado.” 

No final rezar três vezes: “Pai Eterno, eu vos ofereço as Santas Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo, para curar as das nossas almas.”

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Oração a Nossa Senhora do Carmo

"Bendita e Imaculada Virgem Maria, beleza e glória do Carmelo, Vós que tratais com bondade inteiramente especial aqueles que se vestem do vosso amadíssimo Hábito, volvei sobre mim também um olhar propício e cobri-me com o manto da vossa maternal proteção. Pelo vosso poder fortificai a minha fraqueza. Pela vossa sabedoria esclarecei as trevas do meu espírito. Aumentai em mim a fé, a esperança e a caridade. Ornai a minha alma com as virtudes que me faça agradável ao vosso Divino Filho e a Vós. Assisti-me durante a vida, consolai-me na morte pela vossa amável presença à Santíssima Trindade, como vosso Filho dedicado para Vos louvar e bendizer eternamente no paraíso. Amém."

sábado, 6 de junho de 2015

Vida e oração a Santa Bernadette Soubirous

A vida de Santa Bernadette Soubirous (1844-1879) é um grande exemplo de sacrifício e paciência nos sofrimentos. Ela nasceu em 7 de janeiro de 1844 no moinho Boly, perto de Lourdes. Aos 10 anos, a família foi expulsa do moinho e tiveram que morar num calabouço cheio de umidade e mofo chamado masmorra, antiga cadeia do lugar. Passavam muita fome. Às vezes, tinham apenas pães velhos como alimento de um dia inteiro para todos, ou nem um pão. Faziam sopas aguadas cozinhando ossos e carnes catados no lixo ou recebidos de amigos. Bernadette era analfabeta na época das aparições de Nossa Senhora em Lourdes, nem sequer falava francês, mas apenas um dialeto daquela região. Depois teve pouco estudo, mas vemos que tinha uma grande sabedoria nas palavras que disse. Em 1857, Bernadette foi morar por uns tempos na casa de sua ama de leite para se alimentar melhor. Trabalhava ali pastoreando as ovelhas sozinha. Só sabia rezar o Terço e a invocação: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós.” Tinha voltado a Lourdes em janeiro de 1858 para fazer a Primeira Comunhão aos 14 anos. Não havia feito antes por causa dos trabalhos. Teve dificuldade em memorizar o Catecismo. No mês seguinte, de 11 fevereiro a 16 de julho de 1858, teve as 18 aparições de Nossa Senhora e disse: “Se você soubesse o que eu vi de bonito ali naquela gruta... Se você soubesse como Nossa Senhora é boa... Tão bela! Não consigo achar bonita nenhuma imagem de Nossa Senhora, depois de ter visto a original. Eu só irei para o Céu se for boa e me comportar corretamente. Verei Nossa Senhora de novo no Céu. Vai ser mais bonito.” Milhares de pessoas começaram a procurá-la em sua casa ou onde estivesse. Todos a acharam muito humilde, simples e bondosa, mas ao mesmo tempo, muito normal como todas as meninas. Era muito franca, sincera e transparente. Era muito procurada no convento por pobres, ricos, religiosos, autoridades, mendigos e doentes. Apesar disso, atendia todos do mesmo jeito, nunca diferenciava nem exaltava ninguém. Sempre atendia a todos com boa vontade e dizia: “Vou rezar por vocês.” Nunca perdia a paciência com tantas visitas e muitos alcançaram graças com suas orações. Aos que a chamavam de santa, dizia: “Estão enganados.” Nunca aceitou dinheiro e pedia que dessem à paróquia ou às irmãs. Alguns a tratavam como celebridade nas ruas de Lourdes, mas ela continuou humilde do mesmo jeito de antes das aparições. Tiram fotos de Bernadette e vendiam por um franco cada. Ela riu e brincou: “Vendem as fotos por mais do que eu valho!” Sofreu muitas perseguições do prefeito e autoridades de Lourdes por causa das aparições. Ele lhe disse: “Você aqui, descarada?” Ela respondeu: “Sim, senhor, estou aqui.” Ele disse: “Nós vamos te prender na cadeia.” Ela respondeu: “E que esteja bem trancada, senão eu fujo.” Em 1866, aos 22 anos, se tornou freira no convento da cidade de Nevers, França. Ela sentia falta de Lourdes e da gruta, mas dizia: “O tempo que temos no mundo pouco. É preciso que o usemos bem.” Havia religiosas que não gostavam de seu jeito natural, franco e sincero e não perceberam sua grande santidade. As madres lhe fizeram passar por várias e sofridas humilhações. Quando sua mãe morreu, ela disse: “Meu Deus, o Senhor quis! Eu aceito o cálice que me dá. Bendito seja o teu Nome!" Na morte do pai, nos contou: "Sempre tive uma grande devoção à Agonia de Nosso Salvador. No sábado à tarde, rezei a Jesus na Agonia por todos aqueles que iam morrer nesse momento, e foi precisamente no mesmo momento em que meu pai entrou na eternidade. Que alegria para mim se o tiver ajudado!” Sofreu de asma e outros problemas de saúde por toda a vida e oferecia tudo pela conversão dos pecadores. Ela dizia: “A Virgem quer que eu sofra. Eu preciso. Cura não é para mim. O Bom Deus sabe porquê. Tenho que ser vítima. Levarei com valentia e generosidade a cruz oculta em meu coração. Minhas armas são a oração e o sacrifício, que conservarei até o meu último suspiro. Somente então cairá a arma do sacrifício, mas a da oração me acompanhará até o Céu, onde será bem mais poderosa do que nesta Terra de exílio.” Uma irmã contou: “Bernadette tinha crises de asma, ataques de tosse que quase arrebentavam o seu peito. Mesmo vomitando sangue e sufocando, nunca deixava escapar nenhum lamento, nenhuma reclamação. Apenas olhava para o Crucifixo e dizia: ‘Meu Jesus.’” Ficava tão mal que recebeu a Unção dos Enfermos três vezes, sobrevivendo a todas. Após uma delas, brincou: “Estou melhor, o Senhor não me quis. Fui até a Porta Dele e Ele me disse: ‘Volta pra trás! Ainda é muito cedo!’” Quando ficava dias de cama, dizia: “Minha ocupação é sofrer. Esta cama e seu cortinado branco é a minha capela branca.” As irmãs diziam: "Não é bom ser Bernadette.” Noutra ocasião: "Quando a emoção é muito forte, recordo as palavras de nosso Senhor: ‘Sou eu, não tenham medo.’” Um dia, Bernadette mostrou à uma irmã que ela fazia mal o Sinal da Cruz: “É preciso ter atenção, pois fazer bem o Sinal da Cruz significa muito.”As irmãs diziam: “A maneira como ela fazia o Sinal da Cruz nos impressionava profundamente. Tentamos várias vezes fazer igual, mas não conseguimos. Ela fazia bem feito porquê Nossa Senhora fez o Sinal da Cruz na primeira aparição. Isso ficou em Bernadette por toda a vida.” Outra irmã disse: “Eu estava em Nevers havia três dias, e me fiquei admirada por ainda não reconhecer quem era a Bernadette. A superiora disse: “Bernadette? Olha ela aqui!” Eu exclamei: “Só isso?” Bernadette me respondeu brincando: ‘É verdade! Sou só isso!’ E depois disso, ficamos muito amigas.” Apesar de tanto sofrer, era a mais bem humorada e brincalhona de todas. Cuidava dos doentes e da sacristia com muito amor e paciência. Depois de uma oração, aconselhou: “Qualquer hora, cante: ‘Com minha mãe estarei.” Pedia sempre às irmãs para rezarem por ela: “Rezem por mim, pobre pecadora, principalmente na hora da morte.” Sobre as irmãs corrigirem seus defeitos: “Mas, como? Receber com tanta freqüência o Pão dos fortes e não ser mais corajosa?” Suas doenças pioraram em 1878 com uma forte otite que lhe causou uma surdez temporária que lhe causou muito incômodo e um tumor nos ossos que doía muito. Foi totalmente entregue e paciente à vontade de Deus na doença. Ela rezou: "Ó Jesus! Ó Maria! Fazei que todo meu consolo neste mundo consista em amar-vos e sofrer pelos pecadores. Ó Jesus, mantenha-me sob a bandeira da tua Cruz. Que esse Crucifixo não esteja apenas em os meus olhos e no meu peito, mas no meu coração, vivendo em mim. Que eu seja um Crucificado vivo, transformado nele pela união com a Eucaristia, pela meditação sobre a sua vida e os sentimentos mais profundos do seu Coração, chamando as almas, não para mim, mas para Ele, do alto da Cruz, onde a vida e o amor me unem para sempre." Em março de 1879, recebeu a Unção dos Enfermos pela quarta vez e disse: “Peço perdão por todas as faltas à madre e a todas as minhas irmãs.” Na Semana Santa, de 6 a 13 de abril, disse: “Estou toda esfolada. Não tenho forças nem para respirar.” No dia 16 de abril de 1879, pediu apenas o Crucifixo: “Este me basta.” Olhou-o e segurou-o o tempo todo. Mas suas poucas forças deixava cair. Pediu que o amarrassem, dizendo: “Meu Jesus, quanto te amo!” Uma irmã lhe disse: “Você está na Cruz.” Outra irmã presente pediu para Nossa Senhora lhe dar consolo. Bernadette respondeu: “Não, consolo, não. Mas força e paciência.” Estava cheia de feridas nas costas que não podia nem deitar. Teve que dormir sentada numa poltrona. Sentindo imensas dores por todo o corpo dizia: “Estou sendo moída como um grão de trigo. Minha paixão vai durar até a morte.” Às três horas da tarde deu um grande grito: “Meu Deus!” As irmãs começaram a rezar o Terço. Bernadette respondeu com voz forte: “Santa Maria Mãe de Deus, rogai por mim pecadora, pobre pecadora!” Às 3 horas da tarde, como Jesus no Calvário, disse: “Tenho sede.” Fez um grande Sinal da Cruz, tomou algumas gotas de água e inclinando a cabeça, entrega docemente a alma aos 35 anos. Foi beatificada em 1925 e canonizada em 1933 pelo papa Pio XI. Seu corpo se encontra incorrupto até hoje, como muitos disseram, parecendo estar dormindo.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Aparição e Mensagem do dia de Nossa Senhora Mãe do Bom Conselho

Mensagem de 26/4/2003 - Dia de Nossa Senhora Mãe do Bom Conselho: "Rezem para que floresçam à volta dos Altares Eucarísticos muitas vocações sacerdotais e religiosas, por cada seminarista e cada noviço. Rezem para que os sacerdotes e religiosos sejam protegidos contra todas as tentações do mal e não caiam em pecado mortal, para que Jesus os conserve na pureza e na santidade, abençoe seus trabalhos e lhes conceda, um dia, a coroa da vida eterna. Que São Pedro, São Paulo, São José e todos os Santos protejam o Santo Padre o Papa. Que São Miguel Arcanjo e todos os Anjos protejam o povo de Deus. Amém.”

Festa: 26 de abril de cada ano.
História e aparição:

sábado, 25 de abril de 2015

Mensagens sobre Mistérios Gozosos

Clique para ler as mensagens sobre os Mistérios Gozosos do Santo Rosário:

1º) Anunciação do Anjo à Maria 
2º) Visita de Maria à Isabel 
3º) Nascimento de Jesus em Belém 
4º) Apresentação do Menino Jesus no Templo e Purificação de Nossa Senhora 
5º) Perda e encontro do Menino Jesus no Templo

terça-feira, 14 de abril de 2015

Ladainha de Santa Gema Galgani

Senhor, tende piedade de nós. 
Cristo, tende piedade de nós. 
Senhor, tende piedade de nós. 
Jesus Cristo, ouvi-nos. 
Jesus Cristo, atendei-nos. 
Deus, Pai do Céu, tende piedade de nós. 
Deus Filho, Redentor do mundo, tende piedade de nós. 
Deus, Espírito Santo, tende piedade de nós. 
Santíssima Trindade que sois um só Deus, tende piedade de nós. 

Santa Maria, rogai por nós. 
Santa Gema, flor da Paixão, rogai por nós! 
Santa Gema, grande Passionista, 
Santa Gema, adornada de belas virtudes, 
Santa Gema, cheia de bondade, 
Santa Gema, enferma de amor por Jesus, 
Santa Gema, exemplo na Primeira Comunhão, 
Santa Gema, devotíssima da Eucaristia, 
Santa Gemma, devota amorosa da Virgem Maria, 
Santa Gema, ajuda aos pecadores, 
Santa Gemma, vítima de Jesus Crucificado, 
Santa Gema, obediente ao Anjo da Guarda, 
Santa Gemma, continuamente união com Jesus, 
Santa Gema, amor ardente pelo Senhor, 
Santa Gema, fidelidade na aridez espiritual, 
Santa Gema, prática da vontade de Deus, 
Santa Gema, compaixão sincera das Dores do Salvador, 
Santa Gema, fiel freqüentadora dos Sacramentos, 
Santa Gema, arrependida na Confissão, 
Santa Gema, amor do Coração de Jesus, 
Santa Gema, heróica nos sofrimentos, 
Santa Gema, resignação na doença, 
Santa Gema, ensinamento para a Igreja, 
Santa Gema, piedosa jovem, 
Santa Gema, exemplo de silêncio, 
Santa Gema, participante das Chagas de Jesus, 
Santa Gema, proteção dos farmacêuticos, Santa Gema, assistência dos jovens, 
Santa Gema, modelo para os estudantes, 
Santa Gema, santidade extrema, Santa Gema, paciência com a família, 
Santa Gema, perdão diante das ofensas, 
Santa Gema, perfeita obediência, Santa Gema, consagração total ao Senhor, 
Santa Gema, profunda humildade, 
Santa Gema, abundância de frutos, Santa Gema, boas obras incontáveis, Santa Gema, heróica fortaleza, 
Santa Gema, alta oração, Santa Gema, lírio de castidade, Santa Gema, virgem de pureza, 
Santa Gema, bondade com os pobres, Santa Gema, seráfica jovem, Santa Gema, perfume delicioso que subiu ao Céu, 
Santa Gema, jóia de Jesus e Maria, 

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor. 
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos, Senhor. 
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós, Senhor. 

V. Rogai por nós, Santa Gema Galgani, 
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. 

Oremos: “Oh Deus, que ornastes Santa Gema Galgani, que foi uma flor da vossa Paixão, com tão grandes virtudes, ajudai-nos a seguir seus exemplos de pureza, humildade e amor, para que, em união com Jesus Crucificado e a Virgem Dolorosa, cheguemos à glória da Ressurreição na vida eterna. Amém.”

sexta-feira, 20 de março de 2015

Mensagem de Nossa Senhora sobre São José

Nossa Senhora, em Divinópolis mencionou São José em várias mensagens sobre o Natal e a família. Ela falou especialmente sobre ele na mensagem de 26 de setembro de 2002. Confira:

Mensagem de 26/9/2002 – “São José era um homem bom, humilde, simples, calmo, trabalhador e Santo. Ele ensinava tudo para Jesus quando Ele era Menino. Meus filhos, eu e São José ensinávamos tudo para Jesus quando Ele veio a este mundo. São José ensinou Jesus a trabalhar de carpinteiro e a fazer um monte de coisas. O Menino Jesus era muito obediente. Nunca desobedeceu nem uma só de minhas ordens. Tudo o que falávamos para fazer, Ele fazia como se fosse a coisa mais importante do mundo. Quando eu dava alguma coisa chata ou difícil de fazer, Ele fazia sem reclamar de nada. A nossa vida era muito difícil. Tínhamos muitas dificuldades e muito trabalho para fazer. Nossa casa era pequena e pobre, mas Jesus ficava sempre alegre. Jesus nunca ficava triste, mas ia logo procurar alegria. Quando aparecia algum problema no trabalho, Ele ia logo rezar a Deus Pai. Jesus rezava muito, ficava muito tempo rezando na solidão. No fim do dia, após terminar os afazeres, às vezes eu o chamava, mas Ele tinha sumido, tinha ido se esconder para rezar. Nós, os pais, nos admirávamos o que Ele fazia. Jesus nunca reclamava da vida, nem de alguma pessoa. Ele não reclamava de nada. Aceitava tudo o que lhe acontecia com amor. Ele se dava bem e brincava muito com seus primos e amiguinhos.”

Ladainha de São José

Senhor, tende piedade de nós. 
Jesus Cristo, tende piedade de nós. 
Senhor, tende piedade de nós. 
Deus Pai do Céu, tende piedade de nós. 
Deus Filho, Redentor do Mundo, tende piedade de nós. 
Deus Espírito Santo, tende piedade de nós. 
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós. 

Santa Maria, rogai por nós 
São José, ilustre descentente de Davi, 
Luz dos Patriarcas, 
Esposo da Mãe de Deus, 
Pai nutrício do Filho de Deus, 
Insígne defensor de Cristo, 
Chefe da Sagrada Família, 
José justíssimo, 
José castíssimo, 
José prudentíssimo, 
José fortíssimo, 
José obedientíssimo, 
José fidelíssimo, 
Espelho de paciência, 
Amigo dos pobres, 
Modelo dos operários, 
Honra da vida doméstica, 
Guarda das virgens, 
Amparo das famílias, 
Alívio dos infelizes, 
Esperança dos enfermos, 
Padroeiro dos agonizantes, 
Terror dos demônios, 
Protetor da Santa Igreja, 

Jesus Cristo, ouvi- nos. 
Jesus Cristo, atendei-nos. 

Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor. 
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor. 
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. 

- Rogai por nós, São José. 
- Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. 

Oremos: Ó Deus, que por inefável providência vos dignastes escolher o bem-aventurado São José, para esposo de vossa Mãe Santíssima, concedei-nos que aquele mesmo que na Terra veneramos como protetor, mereçamos tê-lo no Céu como intercessor. Vós, ó Deus, que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Oração de São Francisco de Assis pela paz

Uma das igrejas em que Nossa Senhora apareceu em Divinópolis foi a igreja São Francisco de Assis. Rezemos a oração atribuída a ele:

"Senhor, fazei de mim um instrumento de vossa paz. 
Onde houver ódio, que eu leve o amor.
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão. 
Onde houver discórdia, que eu leve a união. 
Onde houver dúvida, que eu leve a fé. 
Onde houver erro, que eu leve a verdade. 
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leva a luz. 
Mestre, fazei que eu procure mais
consolar que ser consolado,
compreender que ser compreendido, 
amar que ser amado.
Pois é dando que se recebe.
É perdoando que se é perdoado.
E é morrendo que se vive para a vida eterna! Amém."